sexta-feira, 29 de março de 2019

A Zippy e os imbecis que nos rodeiam.

Pessoas!!!!!!!!!! 

Eu não aguento. É demasiada estupidez à minha volta. Eu juro que vou ter uma coisinha má. Só tenho vontade de ir por aí fora correr à chapada o bando de imbecis que consegue pegar uma campanha divertida de uma marca de roupa e denegri-la com comentários maldosos e ofensivos.

A esta hora já todo mundo tem conhecimento da campanha Happy da Zippy, que decidiu (e bem!) fazer uma colecção cápsula colorida e que tanto poder usada por meninos, como por meninas. Eu nem tenho filhos, mas imagino que dê um jeitão a quem tem rapazes e raparigas, que assim podem herdar as roupas dos irmãos. Ou andar vestidos de igual, como alguns pais gostam de fazer. 

Não se vê logo que estas roupas são oriundas de uma cabala dos movimentos LGBT??
Para mim é apenas roupa colorida. E gira, por sinal. Prática e confortável, além de não ser muito cara. Não entendo o que mais pode um pai pedir. E não, não estou a defender a marca por ganhar o que quer que seja com isso. Eu até nem sou fã da Sonae. Pelo contrário.

Mas é impossível percorrer as página de Facebook ou Instagram da marca e ficar indiferente aos comentários que por lá se fazem.

"Happy em inglês é gay"
"Usam as cores dos movimentos gays"
"Estão a fazer das crianças peões dos movimentos LGBT"
"Esta campanha não foi por acaso. É para promover a identidade de género"
"Esta campanha é perigosa para as nossas crianças"
"Nunca mais Zippy, ADEUS. Não percebem que nós pais não queremos isto para os nossos filhos? V-E-R-G-O-N-H-A"
"As crianças nascem rapazes e raparigas, e não vai ser uma moda estapafúrdia que vai mudar a biologia, a ciência e a evolução antropológica do ser humano. Zippy nunca mais."
"Vocês fazem uma campanha pro LGBT?"
"(...) em nome da inclusão do genderless (...)

É tanta, mas tanta, a estupidez que para ali vai, que fico com nervoso miudinho só de pensar que não posso responder a cada uma destas pessoas a dizer: Faz um favor à Humanidade e regressa à Idade Média!". Na verdade não era bem isto que eu diria. Provavelmente incluía uns palavrões pelo meio, só para um incentivo extra.

Oh pá. Tenho dificuldade em lidar com gente estúpida. Aceito que não gostem de roupa unissexo. Ou que não gostem de roupa colorida. Tudo normal. Mas que venham com teorias mirabolantes de conspiração gay, em pleno século XXI, é uma coisa que me faz muita comichão.

Por curiosidade fui ver o perfil de algumas das pessoas que deixaram comentários mais agressivos. E digo-vos: mais valia não ter ido. Tenho muito medo que pessoas com este tipo de mentalidade andem por aí à solta, sem açaime nem nada...





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