quinta-feira, 20 de setembro de 2018

As desvantagens de sofrer de vergonhite aguda.

Estais a ver o blind date que a minha amiga me arranjou?

Pois bem, voltámos a uma das questões mais difíceis a que a Humanidade tenta, em vão, responder, vai para séculos. Ou então talvez seja só eu. 

Quantas vezes tens de recusar um convite, até que a outra pessoa perceba que não estás interessada? 

Se eu tivesse de atirar um número para o ar, diria duas. A primeira vez até acreditas que o indivíduo (masculino ou feminino) está com uma semana muito ocupada, ou que está com problemas pessoais e precisa de tempo para estar sozinho (sim, são duas das minhas desculpas mais recorrentes). 
Mas quando convidas a segunda vez e o indivíduo volta a dizer que não, apresentando nova desculpa esfarrapada, devia automaticamente estar subentendido que não está para aí virado e que, provavelmente, é apenas muito polite, envergonhado ou whatever para dar assim um não redondo. 

Eu sou essa pessoa. Eu sei que devia ser sincera, mas não consigo dizer assim na lata: "Desculpa, mas não quero. Não vai dar. Pára de me chatear. Baza!". E então vou recusando, sempre com desculpas muito credíveis (ou não) a ver se a pessoa se manca e desiste. É a chamada técnica de vencer pelo cansaço.

Aparentemente não resulta...




3 comentários:

  1. Eu consigo dizer directamente que não e facilita imenso todo esse processo :P não queres e pronto... acaba logo com o sofrimento dos dois, lol.

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    1. Já está! Consegui fazer isso ontem à noite. Ufa!

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    2. A mim basta-me uma. Se a pessoa não apresentar alternativa é porque não quer. Se quisesse dizia logo hoje não dá mas posso no dia x! Eu devia dar aulas sobre isto!

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