terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O que acontece quando tens quase 36 anos e decides sair até às sete da manhã.

Lois Lane viu o anúncio de um bar em terra alheia, mas não muito longe da terrinha e decide, na hora, que vai sair no sábado à noite! De imediato manda mensagem aos amigos: Sábado vamos cair na balada, que há funk no sítio de antigamente!
E amigos alinharam.

Chega-se a sábado e Lois Lane, tal e qual fazia na sua juventude, enfiou-se na casa de banho depois de jantar, a fim de se aprimorar para sair. Com pequenas diferenças, na quantidade de maquilhagem e de roupa, sendo que a primeira diminuiu e a segunda aumentou, que isto aos 35, a caminho dos 36, já se sente o frio nos ossos e não dá para sair à rua de manga curta e um sobretudo por cima.
Portanto, foi de calças de napa (ah pois é!) da mãe (ya...), botins de salto médio (esforço extra para não ir de sapatilhas), blusa da Zara recebida no Natal a estrear (claro, com uma camisolinha interior de alças por baixo, para não apanhar uma pneumonia), o belo do casaco de malha por cima, mais o sobretudo, que Lois Lane saiu de casa, toda pimpona, de beiços pintados em beringela.

Café e amena cavaqueira até às 2h30 e quase todo mundo desertou. Ficam Lois Lane, farta de bocejar, mas que se aguenta à bronca e mantém o plano de sair, mais dois amigos. E foram os três para o bar/discoteca. Até às 7h da manhã. Ah pois é!
A última vez que Lois Lane tinha saído dali tão tarde foi numa das múltiplas comemorações dos 30 anos. Descalça, significativamente bebida, de mini saia e sapatos de salto agulha na mão. Depois de ter perdido o cartão e de o grande amor da escola secundária o ter encontrado. Mal Lois sabia que iriam acabar ali anos e anos de vida boémia. E as mini saias justas com collants transparentes também. Assim como os saltos agulha. Os 30 fodem tudo. Mas vá, ganharam-se outras coisas. Como quilos... E rugas... 
Adiante!

No domingo Lois Lane voltou a sentir-se de volta à adolescência, pois era dia de almoçar fora com a família e apresentou-se cheia de sono e com olheiras até ao umbigo. A única diferença foi a ausência de ressaca, que para esse peditório eu não dou mais. 

Escusado será dizer que ainda não recuperei as horas de sono em falta e que tenho vindo trabalhar um bocado em modo zombie. Mas não me arrependo, porque foi uma noite mega divertida. Sobretudo as partes em que eu ficava de boca aberta a ver as falta de roupa com que a canalha se apresenta agora na noite. Eu aqui em 2018 e elas já em 2045, sem blusa, só em sutiã! Olhai o dinheiro que se poupa. E a trabalheira de pensar o que se vai vestir.

Agora vou ouvir um bocadinho de funk, sentada na secretária, a abanar o pescocito, porque não faço ideia de quanto voltarei a ter coragem de voltar a sair até de madrugada.



Curiosamente o momento em que mais dancei foi quando passaram um hit da noite pra i dos anos 2000. Há 18 anos. 18!

1 comentário:

  1. Ah... os belos 30's (quase 40's).
    Já nem me lembro da última noitada que fiz! Quer dizer... no último ano tem sido noite sim noite sim. A única diferença é a mesmo a falta de alcool e o outfit. Mas a ressaca é parecida.
    Se eu soubesse só seria mãe lá para os 50s, que isto de criar filhos faz mal à saúde.

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