quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Este é um post de caca*. Literalmente.

Estou com um problema intestinal. Há demasiado tempo. E começa a ser preocupante.

Já há várias semanas (pensando bem, acho que são meses) tinham diarreia de vez em quando. Mas sempre achei que era uma coisa normal. Depois a frequência começou a intensificar-se, até que, há cerca de duas semanas, tornou-se diária.
A coisa é grave ao ponto de eu já ter emagrecido. E emagrecer é uma coisa boa quando se faz uma dieta saudável. Não quando se perde praticamente tudo o que se come.
Já estou a tomar bactérias que, supostamente, deviam equilibrar a flora intestinal e pensei que estavam a fazer efeito, mas afinal não. 
Também estou há uma semana a comer à velho, variando entre arroz e massa cozida, mais umas cenas grelhadas, sem tocar em verduras ou saladas, nem molhos ou afins. Mas nem assim.
E como não posso andar sempre a tomar Imodiuns, lá decidi que amanhã vou ao médico. Ainda por cima não tenho médico de família cá, o que significa que vou para a fila dos esporádicos amanhã de manhã.

O mais provável é que seja alguma reação provocada pelo sistema nervoso ou pelas porcarias que andei a comer durante demasiado tempo. Ou saladas a mais, que estamos no tempo dos tomates e dos pepinos caseiros. Ou então uma coisa ruim. Esperemos que não!

Vamos ver o que diz o médico amanhã. Se eu conseguir consulta...


*Viram o esforço que eu fiz para não escrever merda? Estou a melhorar!
Tem-me dado para ver filmes deprimentes. E a ouvir músicas lamechas. Bah! Que tristeza.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

É mais fácil arranjar emprego do que casa para alugar no Porto. Juro!

Atão! Por aqui continua a saga de tentar alugar casa. Agora já não estou sozinha nesta demanda, que parece ser mais difícil do que as cruzadas dos tugas quando andavam a expulsar índios de continentes alheios.
Como alugar um T0 ou T1 a preços decentes, sem ser um palheiro com meia cama, se revelou totalmente impossível, eu e uma amiga decidimos começar a procurar T2 mobilados para dividir.
E se antes só me apareciam T2 porreiros, agora parece que desapareceram! É sempre assim, não é?
Quando uma pessoa não precisa de roupa para cerimónias vê montes de coisas giras. Mas quando chega a altura de comprar uma trapinho para um casório, já sabe que não encontra nada de jeito.
É a lei da vida. Pelo menos da minha.

Então, nesta minha senda, tenho visitado os mais horrendos apartamentos a preços exorbitantes, pelo menos para as condições que oferecem. Se forem espetaculares e numa zona porreira, então o preço dispara.

Um dia destes vi um T3 (Efetivamente é um t2+1, mas eu perdoo, porque o terceiro quarto não me faz diferença) que aparenta ser porreirinho (as fotos enganam tanto...) , numa zona que não é má de todo, a 500 euros. Toca de enviar email ao senhor que está a alugar e, no entretanto, recebo a resposta:


Olhai a minha bida!!! Então mas agora tenho de enviar CV e falar da minha vida pessoal, para ser a feliz contemplada com a possibilidade de ver a porra de um apartamento para arrendar???
Como se já não bastasse todas as merdices que pedem para o contrato de aluguer, pior que os bancos para fazer um empréstimo! De caminho tenho também de mandar foto de rosto e corpo inteiro, levar a malta a jantar e apresentá-los à família. A ver se me alugam alguma coisinha.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os meus amigos do Facebook são melhores que os Vossos!

Como se não fosse suficiente mau chamar Valter Rafael a uma criança, o pai da dita ainda fez questão de escarrapachar no Facebook não sei quantas fotos da mãe da criança na maternidade. Só faltou mesmo a bela da perspetiva da perna escarrapachada, com o puto a saltar cá para fora.
Gajo que espetasse com uma foto minha, redonda, deitada numa cama de hospital, enfiada dentro de uma bata e de cabelo desgrenhado, levada logo com o monitor cardíaco na tromba.


A sério pessoas. Mantenham um mínimo de privacidade nas vossas vidas. Senão um dia destes vão estar a partilhar cada vez que forem aliviar a tripa à casa de banho. 

Além disso, há sempre aquela coisa do "olho gordo". Chamem-me supersticiosa, exagerada, o que quiserem, mas o facto é que, antes de um momento de tamanha importância, a última coisa que eu quereria é que meio mundo soubesse o que estava prestes a acontecer. 
Cada vez sou mais defensora da teoria de "quanto menos gente souber, menos hipóteses tem de correr mal". Eu juro que não acredito em bruxas. Mas elas andam por aí, sobretudo nas redes sociais.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

As "Horas do Diabo" que roubam vidas

Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, fui espreitando, como habitualmente as redes sociais no telemóvel. De repente dei com o post de um amigo meu, em que lamentava a partida de uma pessoa. Na foto havia duas raparigas, uma conhecida e outra desconhecida. Pensei: de certeza que não foi a I. Deve ter sido a que não conheço. 
Uns minutos depois, encontro outra publicação. E eu estava enganada. Os lamentos eram mesmo pela morte daquela pessoa. Fiquei em choque. Mesmo não sendo minha amiga, apenas conhecida, não sei explicar a tristeza que senti quando percebi que ela tinha falecido. A I devia ter mais ou menos a minha idade, era casada com um rapaz do meu tempo de escola, tinha um bebé, um bom emprego.
Pensei: Caramba. Como é que é possível? Se calhar estava doente e eu não sabia... Não sei porquê, não consegua imaginá-la a ter uma morte repentina. Até que falo com o meu amigo e ele me diz que ela se suicidou. Foda-se!
O choque foi ainda maior. Parece que após o parto ganhou uma depressão. E pelos vistos essa cabra atormentou a cabeça da rapariga, até ela pôr termo à própria vida. Foda-se!
Eu sei que ninguém, por mais que parece, tem vidas perfeitas e que todas as famílias têm problemas. Mas simplesmente não consigo imaginar um quadro destes para a I. Parecia ter tudo para ser feliz... Era daquelas pessoas para quem se olhava e se pensava tudo e mais alguma coisa, menos que um dia se poderia suicidar. Suponho que seja assim com quase todas as pessoas que conhecemos. Ou que não conhecemos assim tão bem.
Não consigo sequer imaginar o Inferno que ia na cabeça daquela miúda para a levar a este ato extremo. Só consigo ver a imagem dela, baixinha, muito bonita e sorridente. Foda-se.
A depressão continua a ser tratada como a doença de quem não tem mais o que fazer, mas a verdade é que todos os dias mata mais pessoas. E nestas alturas é sempre fácil questionar como é que as pessoas mais próximas, o marido, os pais, os amigos, não perceberam que uma coisa dessas poderia vir a acontecer. E se não der sinais? E se a pessoa se fechar num diabólico novelo de sentimentos que, como se diz na minha terra, nas horas do Diabo, a faz atirar-se de uma varanda abaixo?
A I. não era minha amiga, mas fiquei devastada com a morte dela. Por ela, pelo marido, pelo bebé, pelos pais e pelos amigos. A I. tinha toda a vida pela frente e decidiu, jamais saberemos porquê, acabar com ela. 
Todos temos I's. na nossa vida, mas se calhar andamos tão ocupados a olhar para o nosso próprio umbigo, que ficamos cegos a eventuais pedidos de ajuda silenciosos de quem nos rodeia.
Por todas as I. nas nossas vidas, vamos tentar ouvir um bocadinho mais. Estar atentos a sinais de alarme e, sobretudo, não desvalorizemos as depressões dos outros. Nunca sabemos quem será a próxima I.
Que tenha agora o sossego que não encontrou em vida...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Quando se tem um dilema daqueles a sério...

Ando cansada. Mas tão cansada, que começo a ponderar seriamente se vale a pena continuar a fazer o jornal da terra em part time. É certo que o dinheiro dá jeito (não sendo muito, dá para pagar a despesa fixa do carro), mas nesta altura, com eleições, futebol a começar, festas e mais festinhas, tem-se tornado demasiado cansativo. 
São muitas as tardes de piscina perdidas, as faltas aos jantares com os amigos e cada vez menos os momentos de dolce far niente, que tanta falta fazem. E ainda mais as horas de sono perdidas, durante a semana, para escrever as páginas, sobretudo agora, que acordo muito mais cedo.
E, apesar de saber que, muito provavelmente, lá para outubro as coisas acalmam, penso que depois vem o Natal e a Páscoa,  e os aniversários dos jornais (sim, são dois em um), que obrigam a edições especiais com mais páginas e torna-se quase desesperante.
E eu ando sem paciência alguma para transcrever discursos sem fim e encher chouriços quando há falta de notícias de jeito. Já para não falar nas chatices que a porcaria da política me tem trazido, com toda a gente a querer mais destaque que os da oposição e a reclamar constantemente da minha imparcialidade. Sim, todos querem ser o centro das atenções, mas apenas pelos motivos que lhes convém. Se for para dizer umas verdades daquelas inconvenientes, aí "eu já me ando a esticar", como teve a lata de me dizer um vereador a semana passada. Yap. Fui ameaçada! A minha primeira ameaça, enquanto jornalista, surge no final de 11 anos a mandar bitaites nas páginas de jornais!
E a verdade é que, por muito que eu goste do jornalismo, há muitos anos que decidi que não queria fazer disto vida, por todos os defeitos que a profissão tem. E também prometi a mim mesma que, quando me voltasse a chatear por causa do jornal, o deixava na hora, porque só o quero fazer enquanto me ajudar a ser feliz. Esta semana já tive dificuldade em adormecer e tive de tomar um comprimido para a ansiedade.
Resta-me conseguir perceber se isto significa que está na hora para dizer chega e para me separar de um projeto que cresceu comigo e que acompanho há dez anos.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quem diria que eu sou uma gaja envergonhada.

Ontem dei um salto ao shopping para ver o que restava dos saldos. Comecei logo pela Intimissimi, que aquilo nos primeiros tempos é na mesma uma roubalheira. Claro que ao esperar muito para o fim, se corre o risco de não arranjar tamanhos, mas o que não faltam lá por casa são sutiãs, por isso, se não comprasse nada, não viria mal ao mundo.
Por sorte, os modelos que eu queria existiam no meu tamanho. Comprei um conjunto acetinado lindo de morrer, em azul marinho (e começar a comprar coisas de outra cor, não??) e até trouxe duas cuecas, porque estacam a menos de metade do preço. Este:



E deixei lá a marinar outro conjunto, da mesma coleção, mas em vermelho. Andava a namorar aquele modelo há imenso tempo, experimentei e gostei de ver. Mas depois achei que não ia usar e acabei por deixá-lo lá. Este:



Na imagem não parece, mas aquilo faz um decote assim para o exagerado. E eu sou pessoa que não usa decotes. Não sei porquê. Hoje em dia é mais do que natural ver-se mulheres, com peitos de todos os tamanhos e feitios, a mostrar um belo decote, mas eu não consigo! Nem sequer tenho roupa para tal e, por isso, não quis gastar dinheiro naquele conjunto. Até porque tenho lá em casa outro da Intimisimi, que me custou os olhos da cara, fora dos saldos e que agora não uso, porque é demasiado push up e fico com a sensação de ter mamas até ao queixo.
No entanto, quanto mais olho para ele, mais vontade tenho de o ir buscar. E pode ser que, entretanto, consiga comprar um trapinho digno deste Monica.