sexta-feira, 2 de junho de 2017

Lois, a indignada: Bateram-me no carro e fugiram. Mesmo na minha frente!

Vai uma pessoa, alegremente, pela manhã, toda pimpona, a uma entrevista de trabalho, conduzindo a sua viatura, amor da sua vida. Chegando-se a uma rotunda, passa, como manda o Código da Estrada - esse estranho livro do Demo, que muita gente desconhece - para a faixa da esquerda, pois tem de contornar quase toda a rotunda até à saída pretendida. Ao meu lado, para um carro, que deveria entrar e sair logo na primeira, já que ia fazer a rotunda por fora.
Só que não! Mal entro na rotunda, o filho de uma grande rameira manda-se contra o meu carro! Senti o embate, olhei e vi o gajo colado a mim. Saco o travão de mão, saio cá fora, dirijo-me à viatura, com quatro marmanjos estranhos lá dentro e digo: Vamos chamar a polícia, porque eu estava a fazer bem a rotunda e o senhor é que me foi bater.
Nisto, o gajo, que não era português (pareciam todos marroquinos) diz-me que não, que o meu carro não tinha nada e que não era preciso. E eu: Quê?? Não, não! O meu carro está todo riscado e não sai daqui ninguém sem vir a polícia. O gajo sempre a dizer que não e eu começo a perceber que a intenção dele era pirar-se dali. Não tenho mais nada! Meto-me à frente do carro, com as mãos em cima do capô e digo: Tu não tiras daqui o carro! Não, não sei que raio me passou pela cabeça.
O certo é que o gajo acelerou, eu saí da frente e ele pirou-se. Insultei-o quanto pude, mas antes disso ainda tive tempo de lhe apontar a matrícula. Mais duas pessoas vieram ter comigo para me dar a matrícula do gajo, porque viram a cena toda.

Fui logo à PSP apresentar queixa e o senhor polícia lá me diz que preciso de duas testemunhas. E eu pensei: bonito. Não fiquei com o contacto de nenhuma daquelas pessoas. Felizmente, a rotunda estava em obras e andavam lá uns trabalhadores. Lá fui eu ter com eles, na esperança de algum ter visto o filho de uma rameira a fugir. Afinal todos tinham assistido e dois deles lá me deram o contacto, para eu os poder apresentar como testemunhas.
Agora é esperar que a PSP e a seguradora dêem andamento ao processo, para eu poder meter o carro na oficina da marca, para pôr tudo impecável como estava. Espero que seja bem caro, porque é do bolso dele que vai sair. Não tivesse fugido! E ainda devia pagar pelos nervos que eu tive.
É que tudo o que uma pessoa precisa antes de uma entrevista de emprego importante, é que lhe batam no carro e se ponham no c*******.

4 comentários:

  1. Há pessoas que só nos dão vontade de espancar, a sério... espero que lhe saia muito caro!

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  2. Atenção que se ele não tiver seguro (o que é muito provável, por terem fugido e já que dizes que tinham aspecto de estrangeiros), isso é uma bela encrenca. Pela matrícula do carro, podes saber isso. Há um site que diz isso, mas agora não me lembro qual é, tenta informar-te. Põe no Google "saber se um carro tem seguro a partir da matrícula".

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    1. A minha seguradora já esteve a ver. O carro tem os documentos apreendidos desde 2009 e não tem seguro... :S

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    2. Tão, mas tão bom! Claro que só podiam fugir. É um clássico.
      Boa sorte, Lois!

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