sexta-feira, 21 de abril de 2017

Hora de fazer a mala!

A modos que amanhã vou de férias! Sendo que estou desempregada, se calhar não lhe posso chamar férias!... Mas adiante. Tenho de fazer a mala. Com casacos de fazenda, gorros, camisolas quentes e afins.
Destino? Polónia!
Ando há uma semana a ver a previsão do tempo. E as mínimas continuam a ser de um e dois graus.
Agora vamos todos juntar as mãozinhas e rezar para que a coisa melhore.

sábado, 15 de abril de 2017

Partiram-me o coração.

Há coisas que realmente nos quebram o coração. Por norma, são homens ou mulheres que não correspondem ao nosso sentimento, que nos traem ou que nos desiludem. No meu caso, é o trabalho.
E, pela segunda vez na minha vida, o trabalho partiu-me o coração. Foram pessoas, naturalmente, que o fizeram. Mas são rostos quase, ou totalmente desconhecidos, por isso não consigo associá-los à tristeza e frustração que me causaram. Apenas o nome da empresa.

Não sei se ainda se lembram, mas há cerca de um ano e meio, eu e mais umas dezenas de pessoas fomos despedidas da empresa mais espectacular onde trabalhei. Foi um golpe duro, do qual custou muito a recuperar. Entretanto fui trabalhar para Braga, não me dei muito bem por lá e acabei por voltar para o Porto.

Voltei porque surgiu uma oportunidade de trabalho que eu achei que ia mudar a minha vida. Fui a três entrevistas, onde me espremeram ao máximo, para finalmente considerarem que eu tinha o perfil perfeito para a função que ia desempenhar. Deram-me um contrato sem termo, um telemóvel, seguro de saúde, formações, um ambiente de trabalho incrível e um lugarzinho num dos mais prestigiados grupos do país.
E eu pensei: é agora! É agora que a minha carreira vai ganhar o rumo que eu sempre quis. É agora que vou conseguir alcançar todos os meu objetivos e cumprir os meus sonhos.

Para explicar melhor a dimensão disto, deixem-me esclarecer que, desde que me conheço por gente, o meu sonho nunca foi casar, ter filhos e ser feliz. O meu sonho era o trabalho. Sempre foi. Ao contrário da maioria das pessoas que conheço, se estiver num trabalho de que goste e que me faça feliz, então tudo o resto deixa de ter importância. São apenas detalhes.

Então, pensei eu, finalmente o meu sonho ia concretizar-se, porque eu estava num grupo gigante, com várias empresas e podia trabalhar ali o resto da minha vidinha, sem me aborrecer, porque existiriam sempre novas oportunidades. 

Só que não. A empresa não estava a dar o lucro pretendido e era preciso fazer cortes. E, já se sabe, os cortes fazem-se despedindo pessoas. Jamais se pense que os administradores vão deixar de trocar de carro a cada dois anos e de escolherem sempre modelos topo de gama, cujo preço dava para pagar vários anos do meu salário, para diminuírem os custos da empresa.

Primeiro foi metade da equipa de Espanha, depois a restante, nomeadamente o meu chefe. Foi nomeada uma nova responsável pela área e definida uma nova estratégia. Estratégia essa que já não pretendia um perfil como o meu. Que já não queria contar com a minha equipa. Que queria passar a subcontratar aquele tipo de serviços e, por isso, cinco meses depois de estar a viver o meu sonho profissional, fui chamada para me dizerem que, afinal, eu já não tinha lugar naquela empresa, porque queriam uma estrutura mais light!

Não consigo explicar tudo o que senti quando percebi o que estava a acontecer. Para mim era quase o fim do mundo. Afinal, aos 34 anos, quem é que quer andar outra vez à procura de emprego, a ter de recomeçar, sem saber bem o que vai fazer da vida a seguir?

Estive a trabalhar mais de um mês, a saber que não ia ficar lá. A saber que me atraíram com promessas e depois me tiraram o tapete, assim à bruta. Passei pela fase de revolta, de descrença e de tristeza, até que percebi que realmente eu não podia ter feito nada para contrariar aquela decisão. E olhem que bem tentei! Foi esgotante e cansativo. E, finalmente, cheguei àquele ponto em que tive de me mentalizar que não dependia de mim e que tinha de me desprender daquilo. Foi o que fiz. Aliás, é o que tenho feito. Ou tentado. Uns dias mais animada que outros, mas motivada para enviar currículos e enfrentar o que aí vier.

E, para já, o que se aproxima são férias! Uma semana de descanso e depois 10 dias na Polónia com o amigo do coração.

Quando voltar, logo se vê o que vai ser da minha vida. Só sei que não posso deixar de fazer o esforço de pensar positivo. Afinal, há coisas bem piores, já diz a minha mãezinha. Para mim não é bem essa a verdade, mas é a que eu tento interiorizar. Não é o fim do mundo. Não o foi da primeira vez e, com certeza, não será desta.

Do meio ano que passei naquela empresa ficaram as experiências, as aprendizagens e, sobretudo, as pessoas fantásticas que conhecei e que, tenho a certeza, irão permanecer na minha vida. E a mágoa. De ter sido apenas mais um número riscado, no meio de orçamentos de milhões. Mas, quem sabe se o melhor ainda estará para vir?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Ora vamos lá falar de um assunto que me apoquenta de sobremaneira. E não, não são os anúncios da Planta ou do Surf. É mesmo de sobrancelhas.

Eh pá. Não sei se costumam reparar nessas coisas, mas há sobrancelhas muito más. E não estou a falar daquelas farfalhudas, por depilar, que essas têm sempre solução.
Refiro-me às ditas que já passaram pela pinça ou pela cera e que mais valia que as respetivas donas estivessem quietinhas, em vez de estragarem o que a natureza lhes deu.
Quando vejo algumas sobrancelhas penso: mas será que estas criaturas não olham todos os dias ao espelho e não percebem que há ali qualquer coisa de muito errado?? É que ainda por cima não custa assim tanto resolver o problema: é deixar crescer e fazer de novo, sejam as próprias, a esteticista ou a vizinha que acha que tem jeito para a coisa.
Nas minhas ninguém toca, que tenho pra aqui umas cicatrizes manhosas e prefiro ser eu a arranjá-las. Como são claras e pouco peludas, também não dão assim tanto trabalho.
Mas, pessoas que tem "pontos e vírgulas" desenhados, sobrancelhas com meio metro de distância uma da outra ou tão finas que fica um mísero pelo ao lado do outro, por favor, vejam lá se dão um jeito a isso. É que umas sobrancelhas naturais e arranjadinhas dão logo outro ar e fazem toda a diferença. 

Agora um exercício simples. Se as vossas sobrancelhas se assemelharem a qualquer um destes exemplos, por favor, marcai esteticista e ide tratar disso!







segunda-feira, 3 de abril de 2017

Já parti o pipi. Agora ia partindo o popó.*

* Diz a minha amiga Lu!

Pois é minha gente. Na quinta-feira achei por bem mandar-me escadas abaixo. Ia eu, toda feliz, de malas na mão, para começar a mudar de casa, quando escorreguei e assentei com o rabo em cheio na esquina de um degrau. 
A burra da minha ex-senhoria tem uma passadeira nas escadas. Devidamente presa, como se quer. Mas, não contente, e para não se estragar aquela preciosidade, acha por bem ter ainda outras passadeiras por cima daquela. Além de jarrões nas esquinas da escadaria. Resultado? Ao tentar desviar-me com as malas dos jarrões, pisei uma parte mais estreita do degrau e, como o pé não ficou bem apoiado, escorregou na merda da passadeira. Claro que lambi logo mais dois ou três degraus e o que parou o escorreganço foi o facto de ter aterrado, desamparada, de rabo numa escada. 
E as dores minha gente?? Posso dizer que chorei e não foi pouco! Achei mesmo que tinha partido qualquer coisa.
A sexta foi passada na cama, deitada de lado e a dizer mal da minha vida sempre que tinha de me mexer e, no sábado, já conseguia andar, com algum cuidado. As drogas duras ajudaram bastante a passar estes dias. Viva as drogas!
Entretanto hoje já pareço uma pessoa mais normal a andar, mas ainda tenho aqui de lado uma dor que me incomoda e que me faz mancar ligeiramente. Espero que isto passe e que não me tenha lixado a coluna. Parece que já consigo sentir a minha ciática a querer atacar...