segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Como panicar fortemente dentro de um avião e sobreviver.

Leitores mais lindos do meu coração!!

Na sexta-feira pensei que nunca mais Vos ia escrever. Achei que era o fim. Que me ia de vez. 

Fui passar o fim de semana a Valência, que andava a precisar de arejar a cabeça e arranjei um voo a preço mesmo porreiro. Vai daí, no final da tarde de sexta-feira, lá fui toda pimpona para o aeroporto. Sexta-feira. Dia de temporal. Com alerta laranja, vermelho, ou o rai que o parta. Estão a ver o filme, né?

Quando ia a caminho do avião, pista fora (que a malta pobre anda de Ryanair e os gajos não têm direito a mangas, pelo menos no Porto), achei logo que já não precisava de embarcar naquele autocarro com asas. A ventania era tanta, que eu me julguei capaz de chegar a Valência ao estilo Super Homem. Infelizmente não tinha o GPS em condições, por isso lá entrei no avião. Que, parado na pista, já abanava todo com o vendaval.

O piloto cumprimentou o pessoal e eu pensei: Pronto. Estou fodida. Como se não bastasse a ventania, o gajo também está com os copos. 

Quando o avião finalmente começa a andar pela pista fora, a abanar todo, percebi logo que aquilo ia dar merda e que foi uma péssima ideia ter embarcado. O gajo começa a descolagem e, meus amigos, foi o TERROR!!

Ele abanava, as pessoas (um bando de gajas histéricas atrás de mim) gritavam. Ele perdia altitude de repente, mais gritos. Ele tentava à força toda ganhar altitude contra o vento, ainda mais gritos. Isto durante largos e largos minutos, até a coisa estabilizar mais ou menos lá em cima. E eu? Não gritei, naturalmente, mas ia agarrada à cabeça como uma louca, a pensar que me ia dar uma coisa má. Paniquei tanto, mas tanto, com aquelas oscilações. Eu, que nunca enjoei de avião, pensei que ia virar o barco ali mesmo. Juro que faltou pouco para sacar o cinto fora e ir lá à frente mandar o gajo aterrar aquela merda para eu sair. Parece que até já estou a ver as manchetes do CM: "Avião da Rynair aterra de emergência por causa de passageira em pânico". 

Mas como eu só queria deixar o mau tempo para trás, o remédio foi aguentar. Lá para o meio da viagem, a coisa melhorou, mas quando começou a descer para aterrar, o grande filho da puta anormal do piloto, bota de acelerar por ali abaixo, o que fez a cabeça e os ouvidos ficarem todos atrofiados outra vez.

Eu achava que já tinha apanhado voos com turbulência. Mas, depois deste, nunca mais reclamo de um pocito de ar ou outro. Juro. Felizmente a viagem para cá foi tranquila e, ao que parece, não fiquei traumatizada. 

Valência é fixe. Ide lá visitar!

7 comentários:

  1. Mas sobreviveste? ...isso é o que importa :)

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    1. Sim! E aparentemente sem danos psicológicos de maior! De resto, nunca mais me meto num avião quando estiver mau tempo! :p

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  2. Quem não te conhece lê um cenário dantesco lol.

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  3. Vivo na Madeira e de certeza que já ouviu falar deste lindo aeroporto... Numa das minhas viagens foram feitas três tentativas de aterragem, sentíamos que faltava pouquinho para aterrar e vrrrruuummm... Toca a levantar novamente a todo o gás. Fiquei muito assustada a partir dessa viagem (nem falo no vento!) e ora, vivendo eu numa ilha vou sair como? De barco para o Porto Santo e finjo que não há mais mundo? 😂 Viajar tornou-se uma loucura mas vou! (como diz o outro: tem de ser, não há outro remédio!) 😅

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    1. Não só já ouvi falar, como já vi alguns vídeos dessas tentativas de aterragem! Deve ser muito assustador! Mas, lá está, temos de ir, não é? É aguentar, que eles não caem! :)

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