domingo, 10 de dezembro de 2017

A moda to thigh gap (e como eu só descubro estas coisas quando já não são novidade)

Andando eu pelas internetes a ver as notícias do dia, encontrei uma sobre o que parece ser a última moda da cirurgia estética, que promete umas pernocas dignas de usar aquelas rachas até ao umbigo. No entretanto, ao ver os links relacionados com a notícia, descubri que existiu (acho que já vou com um ano de atraso) uma nova moda entre o mulherio: o thigh gap. 
E perguntais vós o que é isso? Pois, minha gente, não é mais do que espaço entre as coxas. 
Então parece que andou (ou andará ainda??) muita gente obcecada em conseguir o tal thigh gap, que se costuma ver nas modelos dos catálogos e nas mulheres mais magras. Tipo isto: 



E vai daí, desatou meio mundo a fazer dieta, exercício e sabe-se lá mais o quê (vi vários links com conselhos para conseguir o afamado thigh gap, mas confesso que nem li) para acabar com aquela chicha inconveniente entre as coxas.

Se a moda pega mesmo, eu vou ser banida da sociedade fashionista do hot&sexy, porque não há cá espaços entre as coxas. Nada de corpinho da moda para mim, nem para muita gente que, como eu, foi abençoada (ou não. É tudo uma questão de perspetiva) com umas coxas mais avantajadas. Alcançar o dito gap implicaria perder uns 20 kgs e, consequentemente, desaparecer do mapa.

Apesar de tudo, compreendo que muitas mulheres considerem este detalhe um sinónimo de beleza e que lutem por conseguir alcançá-lo. Cada um sabe de si. Afinal, a grande vantagem da moda é o facto de ser cíclica, e se o que há 20 anos era feio, como as pernas arqueadas, agora é bonito, melhor! 

Só lamento que nenhuma destas novas modas ajude as mulheres a aceitar-se como são e continuem a encaminhá-las pelo tortuoso caminho das dietas e mais dietas, exercício em exagero, cirurgias manhosas e obsessão por um corpo considerado perfeito.

E, antes que me atirem pedras, não, não sou contra quem procura um corpo saudável! Eu mesma já voltei, com muito sacrifício, ao ginásio, a ver se mexo um bocado o esqueleto, que viver só de sofá e cadeira do escritório não dá, sobretudo a partir de certa idade. 

Como em tudo, temo apenas o exagero e o querer agradar aos outros e não a nós próprios.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ando à procura de inspiração para vir cá escrever. Mas a minha vida está tão enfadonha, que não vos quero chatear. Bah!




quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Não perdi mais a cabeça. Só os contactos do telemóvel.

A cabeça parece ter melhorado, mas a habilidade para fazer um backup decente ao telemóvel, nem por isso. Tive de voltar a instalar o Android, que o bicho deixou de se ligar ao wi-fi quando eu estava nas Alemanhas, e lá se foram a maior parte dos contactos. 
Eu juro que fiz backup. Tal e qual as instruções. Mas, vá-se lá saber porquê, não funcionou. Pela segunda vez.
Já comprava um telemóvel novo, mas diz que a vida está difícil e que não me apetece gastar dinheiro num, quando posso fazer reset a este e ter de configurar tudo outra vez. Tal e qual como se fosse novo! Ou não.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Procura-se cabeça! Perdida desde domingo.

Esqueci-me de referir que nos outro diz também saí de casa sem o saco do ginásio. Lá se foi a marcação para fazer o plano de treino.

E hoje voltei a sair sem telemóvel. Vou ter de ir a casa de propósito na hora de almoço, porque no fim do trabalho tenho de ir direta para a terra e não quero ir ao Porto apanhar trânsito.

Inspira. Expira. Não pira.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Esta semana tem tudo para correr bem! Ou não.

Na segunda à noite, ia toda lampeira pegar no portátil para ver uma série, quando olho em volta, por todo o quarto e penso: onde raio meti eu o pc? Corri a casa toda, computador de grilo... Mau! Eu sabia que o tinha tirado do carro e levado para a entrada do prédio. Corri para o rés-do-chão e fui ver o quadro onde o condomínio costuma colocar as informações. E, lá estava, o maravilhoso anúncio, escrito à mão, a dizer que tinha sido encontrada uma pasta com um computador lá dentro e que o dono podia ir buscá-lo a tal apartamento. Ufa!
Na terça saí de casa para trabalhar, fui ao ginásio e depois voltei para casa. Procurei as chaves de casa na carteira. Não as encontrei. Pensei: Bonito. Isto está a correr bem! Fui tocar na campainha, rezando para que estivesse alguém em casa. Estava. Ufa!
Hoje, saio para o trabalho, confirmando que meti as chaves na carteira. Chego ao trabalho, instalo-me e procuro o telemóvel. Não o encontro e, de repente, lembro-me que ficou em cima da mesa da sala, onde estive sentada a tomar o pequeno-almoço. E penso: Ah bom. Esta semana está a correr lindamente.

Agora vamos todos rezar para que amanhã eu não saia de casa de pantufas. Ou em collants. Existe todo um mundo de possibilidades, no que diz respeito ao esquecimento de Lois Lane.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ó pessoas desculpai o mau jeito, que é como quem diz, a ausência de notícias, mas a vidinha tem andado complicada por estes lados. Muito trabalho, algumas viagens à Alemanha e formação pelo meio, à mistura com aniversários e idas à terrinha, sem tempo para nada.

Devo dizer que afinal o meu intestino não ficou curado e que continuo a ter episódios de diarreia, por isso o mais provável é que venham mais posts de caca. Médico de família passou-me 300 mil análises para fazer e ainda quer que eu faça uma colonoscopia e endoscopia outra vez. Sim, já fiz, há uns três anos. E sim, foi com anestesia. E não, não custou nada porque estava a dormir. Mas não, não me apetece nada fazer outra vez, porque a preparação para aquela bodega é do pior que há.

E porque um mal nunca vem só, nas últimas semanas a ansiedade voltou a atacar em força. Na semana passada achei que ia morrer dentro do avião e estive a dois segundos de ter um ataque de pânico. Com o avião parado. Na pista. Só por ter estado lá dentro uma hora... Já ando a dar em tudo o que é droga natural, mas diz que não tem tido grande efeito.

Ontem já fui visitar um ginásio e vou-me inscrever, que isto é falta de mexer o corpinho e ver uns gajos jeitosos a levantar pesos. Espero que ajude, que eu não me quero tornar numa drogada oficial. Embora, confesso, tenha pedido ao médico alguma coisa "a sério" para os voos, já que me ando a passar completamente sempre que entro num avião. Ele receitou-me uma cena "fraquinha". Por via das dúvidas perguntei ao amigo Google e ele diz que aquela merda é coisa para me deixar KO dois dias seguidos. Por isso não comprei. 

Vamos ver se isto vai lá só à base de valeriana, flor de maracujá e uma gotas maradas de extratos de flores que trouxe da Alemanha. E ganhar juízo, que eu não tenho medo de andar de avião, por isso é ridículo panicar lá dentro.

Dizem que Reiki e meditação ajudam. Mas eu prefiro o desporto. Se falhar, logo de vê.

Até lá, vamos todos rezar para que este calor da treta se vá embora, que eu tenho uns botins novos para calçar e com 27 graus não dá muito jeito.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O HORROR, A TRAGÉDIA...

... Acabo de perceber que estou a usar uns collants pretos com um vestido azul marinho. É o que dá acordar tão cedo. E ser muito pitosga.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Não estou a perceber que tempo é este...

Não estamos no Outono?? Então porque é que vão estar hoje 28 graus no Porto? Vou passar o fim-de-semana ao Alentejo e estão previstos mais de 30 graus.
Quer-se dizer. Nas últimas duas semanas andei de casaco de fazenda e collants opacos, porque estava um bocado fresco lá para as Alemanhas. Chego cá, já a pensar numas castanhas assadas e está este calor.
Não gosto!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

De novo por terras germânicas!

Desculpai-me os dias de ausência, mas voltei à Alemanha em trabalho e isto tem sido uma loucura. Não dessas que estão a imaginar! É mesmo muito trabalho. Quando chego ao hotel, só quero ver uma série e dormir. Coisa que, por acaso, não ando a fazer em condições. Não entendo muito bem porquê. 

Como tinha de vir duas semanas, aproveitei para ficar cá no fim-de-semana e fui visitar duas cidades aqui perto. Uma delas não é nada de especial, mas a outra, minha gente, é maravilhosa! Heidelberg é linda de morrer! Pena que tive de vir embora a meio da tarde, porque sua excelência, meu colega de trabalho, estava a sentir-se muito cansado e queria regressar ao hotel. 
Já disse que odeio pessoas? Pois.

Mas pretendo lá voltar, de preferência sozinha, para dar as voltas que quiser e demorar o tempo que me apetecer. Heidelberg é daqueles locais encantados que têm de ser visitados e absorvidos lentamente, de preferência num dia de sol!

Entretanto já tenho mais duas cidades e uma floresta na minha lista para visitar. Quem diria que eu ia gostar tanto da Alemanha!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Estou viva e de melhor saúde, aleluia, aleluia!

Calma minha gente, que ainda não me finei! 
Parece que consegui livrar-me do problema da diarreia. Não sei se foi do antibiótico, se da valeriana todos os dias de manhã ou se do monte de bactérias que emborquei.
O mais provável é que tenha sido do médico LINDO DE MORRER que me atendeu na Urgência do S. João. 
Como na semana passada a minha barriga voltou a portar-se mal e eu tinha de vir para a Alemanha uns dias depois, fiquei com medo de piorar e decidi ir outra vez ao médico. Lá fui para a Urgência do S. João, em plena semana da greve dos enfermeiros. Cheguei cedo e esperei uma duas horas, até me chamarem.
Vou à procura do sítio para onde tenho de ir, quando vejo um Deus grego enfiado numa fatiota verde de médico. Ele pergunta: "Lois Lane?" e eu, já de boca aberta e olhos arregalados, lá consegui articular um "Sim", arrastando-me atrás dele até ao local da consulta.
O rapaz (sim, parecia bem mais novo que eu) foi muito simpático, atencioso e receitou-me umas coisas mesmo porreiras, que ajudaram o meu intestino a ir ao sítio.

Escusado será dizer que vi o nome do médico na receita e o fui pesquisar às redes sociais. Meninas e meninos, vós não imaginais o pedaço de mau caminho que é o senhor doutor! Dá vontade de ficar doente todas as semanas, só para ir apreciar aquele sorriso. Ou não. Na verdade estou farta de estar doente e dispenso. Mesmo o gajo sendo lindo de morrer. E jeitoso. Assim com um corpaço daqueles de fazer inveja a tudo o que é gajo. 

Não, não vou dizer o nome. Nem mostrar. Não insistam! Vá, tá bem. Só uma foto, para Vos deixar todas(os) roidinhas(os) de inveja!


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Não há nada como uma boa caganeira para finalmente levar a dieta a sério.

Olá. Eu sou a Lois Lane, tenho 35 anos e há 12 dias que não como doces. Nem salgados. Nem fritos. nem gorduras. Nem fruta, com exceção de banana e maçã cozida. Nem verduras, legumes e afins, para além da batata e da cenoura (sempre cozida!). Nem porra nenhuma.

Para quem dizia que era incapaz de fazer dieta, até me estou a portar bem. Acho que mais restritivo que isto é impossível. Estou quase a enjoar tudo, mas nada de grave. O meu estômago agradece, que nunca mais precisei de pastilhas Rennie para fazer a digestão. O meu gastroenterologista havia de ficar orgulhoso de mim.

E perguntam vocês: atão mas ao menos estás melhor da diarreia? 
Pá. Até ontem à noite, não. Hoje o dia correu bem. Que é como quem diz: não fui a correr para a casa de banho o dia todo.

Mentira, fui de manhã, em casa. Mas hoje a consistência já estava melhorzinha. Ter consistência é, por si só, uma coisa boa, já que durante as últimas semanas eu me tenho limitado a fazer chichi pelo pipi e pelo rabinho.
Agora pareço aqueles pais que passam a vida a olhar para o cocó dos bebés e quase deitam foguetes quando a coisa sai com uma cor e um aspeto decentes. Estou assim. Sim, nesta altura, a minha vida resume-se a observar o meu cocó. Ao ponto a que uma pessoa chega.

Bom, na sexta fui ao médico e o senhor receitou-me antibiótico e mais umas bactérias para tomar. A mais de metade da caixa, estava igual. Pode ser que, por algum milagre, a coisa a partir de hoje comece a fazer efeito. Amanhã tomo o último comprimido. O problema é que, por norma, o antibiótico já me dá diarreia como efeito secundário. Ou seja, tenho de acabar a caixa e esperar um ou dois dias, a ver se a coisa vai ao sítio.
Se não for, vou panicar oficialmente pela segunda vez (a primeira foi antes do médico) e correr para a Urgência do S. João. 
Porque quase um mês de soltura, como se dizia na minha terra quando eu era miúda, só pode significar que tenho alguma coisa muito ruim!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Este é um post de caca*. Literalmente.

Estou com um problema intestinal. Há demasiado tempo. E começa a ser preocupante.

Já há várias semanas (pensando bem, acho que são meses) tinham diarreia de vez em quando. Mas sempre achei que era uma coisa normal. Depois a frequência começou a intensificar-se, até que, há cerca de duas semanas, tornou-se diária.
A coisa é grave ao ponto de eu já ter emagrecido. E emagrecer é uma coisa boa quando se faz uma dieta saudável. Não quando se perde praticamente tudo o que se come.
Já estou a tomar bactérias que, supostamente, deviam equilibrar a flora intestinal e pensei que estavam a fazer efeito, mas afinal não. 
Também estou há uma semana a comer à velho, variando entre arroz e massa cozida, mais umas cenas grelhadas, sem tocar em verduras ou saladas, nem molhos ou afins. Mas nem assim.
E como não posso andar sempre a tomar Imodiuns, lá decidi que amanhã vou ao médico. Ainda por cima não tenho médico de família cá, o que significa que vou para a fila dos esporádicos amanhã de manhã.

O mais provável é que seja alguma reação provocada pelo sistema nervoso ou pelas porcarias que andei a comer durante demasiado tempo. Ou saladas a mais, que estamos no tempo dos tomates e dos pepinos caseiros. Ou então uma coisa ruim. Esperemos que não!

Vamos ver o que diz o médico amanhã. Se eu conseguir consulta...


*Viram o esforço que eu fiz para não escrever merda? Estou a melhorar!
Tem-me dado para ver filmes deprimentes. E a ouvir músicas lamechas. Bah! Que tristeza.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

É mais fácil arranjar emprego do que casa para alugar no Porto. Juro!

Atão! Por aqui continua a saga de tentar alugar casa. Agora já não estou sozinha nesta demanda, que parece ser mais difícil do que as cruzadas dos tugas quando andavam a expulsar índios de continentes alheios.
Como alugar um T0 ou T1 a preços decentes, sem ser um palheiro com meia cama, se revelou totalmente impossível, eu e uma amiga decidimos começar a procurar T2 mobilados para dividir.
E se antes só me apareciam T2 porreiros, agora parece que desapareceram! É sempre assim, não é?
Quando uma pessoa não precisa de roupa para cerimónias vê montes de coisas giras. Mas quando chega a altura de comprar uma trapinho para um casório, já sabe que não encontra nada de jeito.
É a lei da vida. Pelo menos da minha.

Então, nesta minha senda, tenho visitado os mais horrendos apartamentos a preços exorbitantes, pelo menos para as condições que oferecem. Se forem espetaculares e numa zona porreira, então o preço dispara.

Um dia destes vi um T3 (Efetivamente é um t2+1, mas eu perdoo, porque o terceiro quarto não me faz diferença) que aparenta ser porreirinho (as fotos enganam tanto...) , numa zona que não é má de todo, a 500 euros. Toca de enviar email ao senhor que está a alugar e, no entretanto, recebo a resposta:


Olhai a minha bida!!! Então mas agora tenho de enviar CV e falar da minha vida pessoal, para ser a feliz contemplada com a possibilidade de ver a porra de um apartamento para arrendar???
Como se já não bastasse todas as merdices que pedem para o contrato de aluguer, pior que os bancos para fazer um empréstimo! De caminho tenho também de mandar foto de rosto e corpo inteiro, levar a malta a jantar e apresentá-los à família. A ver se me alugam alguma coisinha.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os meus amigos do Facebook são melhores que os Vossos!

Como se não fosse suficiente mau chamar Valter Rafael a uma criança, o pai da dita ainda fez questão de escarrapachar no Facebook não sei quantas fotos da mãe da criança na maternidade. Só faltou mesmo a bela da perspetiva da perna escarrapachada, com o puto a saltar cá para fora.
Gajo que espetasse com uma foto minha, redonda, deitada numa cama de hospital, enfiada dentro de uma bata e de cabelo desgrenhado, levada logo com o monitor cardíaco na tromba.


A sério pessoas. Mantenham um mínimo de privacidade nas vossas vidas. Senão um dia destes vão estar a partilhar cada vez que forem aliviar a tripa à casa de banho. 

Além disso, há sempre aquela coisa do "olho gordo". Chamem-me supersticiosa, exagerada, o que quiserem, mas o facto é que, antes de um momento de tamanha importância, a última coisa que eu quereria é que meio mundo soubesse o que estava prestes a acontecer. 
Cada vez sou mais defensora da teoria de "quanto menos gente souber, menos hipóteses tem de correr mal". Eu juro que não acredito em bruxas. Mas elas andam por aí, sobretudo nas redes sociais.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

As "Horas do Diabo" que roubam vidas

Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, fui espreitando, como habitualmente as redes sociais no telemóvel. De repente dei com o post de um amigo meu, em que lamentava a partida de uma pessoa. Na foto havia duas raparigas, uma conhecida e outra desconhecida. Pensei: de certeza que não foi a I. Deve ter sido a que não conheço. 
Uns minutos depois, encontro outra publicação. E eu estava enganada. Os lamentos eram mesmo pela morte daquela pessoa. Fiquei em choque. Mesmo não sendo minha amiga, apenas conhecida, não sei explicar a tristeza que senti quando percebi que ela tinha falecido. A I devia ter mais ou menos a minha idade, era casada com um rapaz do meu tempo de escola, tinha um bebé, um bom emprego.
Pensei: Caramba. Como é que é possível? Se calhar estava doente e eu não sabia... Não sei porquê, não consegua imaginá-la a ter uma morte repentina. Até que falo com o meu amigo e ele me diz que ela se suicidou. Foda-se!
O choque foi ainda maior. Parece que após o parto ganhou uma depressão. E pelos vistos essa cabra atormentou a cabeça da rapariga, até ela pôr termo à própria vida. Foda-se!
Eu sei que ninguém, por mais que parece, tem vidas perfeitas e que todas as famílias têm problemas. Mas simplesmente não consigo imaginar um quadro destes para a I. Parecia ter tudo para ser feliz... Era daquelas pessoas para quem se olhava e se pensava tudo e mais alguma coisa, menos que um dia se poderia suicidar. Suponho que seja assim com quase todas as pessoas que conhecemos. Ou que não conhecemos assim tão bem.
Não consigo sequer imaginar o Inferno que ia na cabeça daquela miúda para a levar a este ato extremo. Só consigo ver a imagem dela, baixinha, muito bonita e sorridente. Foda-se.
A depressão continua a ser tratada como a doença de quem não tem mais o que fazer, mas a verdade é que todos os dias mata mais pessoas. E nestas alturas é sempre fácil questionar como é que as pessoas mais próximas, o marido, os pais, os amigos, não perceberam que uma coisa dessas poderia vir a acontecer. E se não der sinais? E se a pessoa se fechar num diabólico novelo de sentimentos que, como se diz na minha terra, nas horas do Diabo, a faz atirar-se de uma varanda abaixo?
A I. não era minha amiga, mas fiquei devastada com a morte dela. Por ela, pelo marido, pelo bebé, pelos pais e pelos amigos. A I. tinha toda a vida pela frente e decidiu, jamais saberemos porquê, acabar com ela. 
Todos temos I's. na nossa vida, mas se calhar andamos tão ocupados a olhar para o nosso próprio umbigo, que ficamos cegos a eventuais pedidos de ajuda silenciosos de quem nos rodeia.
Por todas as I. nas nossas vidas, vamos tentar ouvir um bocadinho mais. Estar atentos a sinais de alarme e, sobretudo, não desvalorizemos as depressões dos outros. Nunca sabemos quem será a próxima I.
Que tenha agora o sossego que não encontrou em vida...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Quando se tem um dilema daqueles a sério...

Ando cansada. Mas tão cansada, que começo a ponderar seriamente se vale a pena continuar a fazer o jornal da terra em part time. É certo que o dinheiro dá jeito (não sendo muito, dá para pagar a despesa fixa do carro), mas nesta altura, com eleições, futebol a começar, festas e mais festinhas, tem-se tornado demasiado cansativo. 
São muitas as tardes de piscina perdidas, as faltas aos jantares com os amigos e cada vez menos os momentos de dolce far niente, que tanta falta fazem. E ainda mais as horas de sono perdidas, durante a semana, para escrever as páginas, sobretudo agora, que acordo muito mais cedo.
E, apesar de saber que, muito provavelmente, lá para outubro as coisas acalmam, penso que depois vem o Natal e a Páscoa,  e os aniversários dos jornais (sim, são dois em um), que obrigam a edições especiais com mais páginas e torna-se quase desesperante.
E eu ando sem paciência alguma para transcrever discursos sem fim e encher chouriços quando há falta de notícias de jeito. Já para não falar nas chatices que a porcaria da política me tem trazido, com toda a gente a querer mais destaque que os da oposição e a reclamar constantemente da minha imparcialidade. Sim, todos querem ser o centro das atenções, mas apenas pelos motivos que lhes convém. Se for para dizer umas verdades daquelas inconvenientes, aí "eu já me ando a esticar", como teve a lata de me dizer um vereador a semana passada. Yap. Fui ameaçada! A minha primeira ameaça, enquanto jornalista, surge no final de 11 anos a mandar bitaites nas páginas de jornais!
E a verdade é que, por muito que eu goste do jornalismo, há muitos anos que decidi que não queria fazer disto vida, por todos os defeitos que a profissão tem. E também prometi a mim mesma que, quando me voltasse a chatear por causa do jornal, o deixava na hora, porque só o quero fazer enquanto me ajudar a ser feliz. Esta semana já tive dificuldade em adormecer e tive de tomar um comprimido para a ansiedade.
Resta-me conseguir perceber se isto significa que está na hora para dizer chega e para me separar de um projeto que cresceu comigo e que acompanho há dez anos.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quem diria que eu sou uma gaja envergonhada.

Ontem dei um salto ao shopping para ver o que restava dos saldos. Comecei logo pela Intimissimi, que aquilo nos primeiros tempos é na mesma uma roubalheira. Claro que ao esperar muito para o fim, se corre o risco de não arranjar tamanhos, mas o que não faltam lá por casa são sutiãs, por isso, se não comprasse nada, não viria mal ao mundo.
Por sorte, os modelos que eu queria existiam no meu tamanho. Comprei um conjunto acetinado lindo de morrer, em azul marinho (e começar a comprar coisas de outra cor, não??) e até trouxe duas cuecas, porque estacam a menos de metade do preço. Este:



E deixei lá a marinar outro conjunto, da mesma coleção, mas em vermelho. Andava a namorar aquele modelo há imenso tempo, experimentei e gostei de ver. Mas depois achei que não ia usar e acabei por deixá-lo lá. Este:



Na imagem não parece, mas aquilo faz um decote assim para o exagerado. E eu sou pessoa que não usa decotes. Não sei porquê. Hoje em dia é mais do que natural ver-se mulheres, com peitos de todos os tamanhos e feitios, a mostrar um belo decote, mas eu não consigo! Nem sequer tenho roupa para tal e, por isso, não quis gastar dinheiro naquele conjunto. Até porque tenho lá em casa outro da Intimisimi, que me custou os olhos da cara, fora dos saldos e que agora não uso, porque é demasiado push up e fico com a sensação de ter mamas até ao queixo.
No entanto, quanto mais olho para ele, mais vontade tenho de o ir buscar. E pode ser que, entretanto, consiga comprar um trapinho digno deste Monica.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Dois anos depois do acidente mais estúpido da história do ciclismo

Remember this?


É. Faz hoje dois anos que fui parar ao hospital com o pipi todo esfrangalhado. Sim, é um termo estúpido, mas era exatamente assim que eu estava. Física e psicologicamente. 

24 meses depois, já voltei a andar de bicicleta, felizmente sem quedas a registar. Claro que investi nuns canções profissionais, que eu sou maluca, mas nem tanto. Ainda assim, confesso que ainda fico com o estômago às voltas, enjoada, angustiada e revoltada quando me lembro do que aconteceu. Estão a ver aquela coisa chamada trauma, que os psicólogos têm a mania de chamar sempre às conversas? Pois o meu está cá. Bem presente.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Já disse que odeio ser pobre??

Sabeis aquelas alturas em que o dinheiro só conhece o modo de saída da conta? Estou nessa fase... É despesa atrás de despesa. Ainda por cima, com os dois meses de desemprego, as coisas ficaram um bocado desequilibradas.
Ele é casamentos, ele é seguro e selo do carro, ele é pneus e inspeção, ele é IRS... Aiii! Odeio ser pobri!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Deitar cedo e cedo erguer, custa pra caramba, mas realmente dá resultado!

Já disse que era gaja para viver nesta cidade? Não sendo muito grande (tem cerca de 120.000 habitantes), não lhe falta nada. E acredito que quem cá mora tem uma qualidade de vida incrível.
Na minha empresa parecem todos super tranquilos. Não vejo pessoas a stressar com os outros, nem a falar alto, como os tugas tanto gostam de fazer. E, no entanto, o trabalho flui muito bem.

Começo a pensar seriamente adotar os horários deles, que permitem aproveitar muito melhor o dia. Levantar mais cedo para trabalhar custa, é certo, mas depois acaba por se refletir, não só na produtividade, como na vida pessoal. Pouco depois do meio da tarde esta malta já está a sair para passear, beber um copo, ir buscar os filhos à escola, fazer as compras da semana, o que seja, sem terem de chegar a casa às oito da noite. E todos sabemos que, depois de chegar a casa, há sempre imensas coisas para fazer e, quando damos por ela, é meia-noite e ainda estamos a passar a ferro. 

Sei que nem todos têm flexibilidade para fazer esta opção, por terem horários fixos ou por fazerem turnos. Mas mantenho a esperança de que, um dia, as empresas portuguesas vão olhar um pouco para o que se faz nestes países (no Norte da Europa é normal fazer estes horários, para 35 horas semanais, ou menos) e adotar novas estratégias. 
Pode ser que, num futuro não muito longínquo, os patrões portugueses cheguem à brilhante conclusão de que funcionários satisfeitos sãos os mais produtivos. E não necessariamente os que passam mais tempo sentados à secretária. Ou a engraxar. E não são os sapatos.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Saudações germânicas!

Tive de vir uma semana à Alemanha fazer formação. Que chatice, não é?

E digo-vos que a experiência está a ser espectacular! Era gaja para me adaptar a este estilo de vida. A cidade onde estou é lindíssima e os colegas são super simpáticos. Na rua encontram-se pessoas de muitas muitas nacionalidades e há restaurantes incríveis, de gastronomia estrangeira. A preços mais baixos que no Porto, o que é um bocado frustrante. 

Portanto, na terceira semana de trabalho na nova empresa, o balanço é muito positivo! Vamos esperar que assim continue. 


quinta-feira, 13 de julho de 2017

A isto chama-e encher chouriços!

Sou uma desgraça! Nem relato das férias, nem fotos, nem nada. Como dizia a outra, nada desta vida!
Desculpai lá mais uma vez, mas isto com o trabalho novo, o jornal para fazer e uma vida social agitada, não tem sobrado tempo para muito.
Nem vou prometer que de caminho venho cá dizer mais qualquer coisinha, porque já se viu que eu sou pior que os políticos!
A verdade é que também não tenho tido histórias de jeito para vir cá contar. Anda tudo muito calmo nesta vidinha.
Se, entretanto, acontecer alguma coisa digna de ser partilhada, cá estarei. Até lá, venho cá só mesmo para encher chouriços. Como acabei de fazer. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Novidades das boas!

Muito tempo sem cá vir, eu sei. Mas muitas novidades.

Ontem comecei um emprego novo (yey!) e, para me despedir das férias prolongadas, tirar a semana passada para fazer uma road trip a solo. 
Ah e tal, que fixe. Sim. Mas se não estivesse um frio desgraçado, com direito a vários dias de chuva, tinha sido ainda mais espetacular.

domingo, 18 de junho de 2017

Fotos de pés. Esse flagelo destruidor de Verões alheios...

Vem o calor de começa o flagelo das fotos dos pés ao léu na praia e na piscina. A minha questão é: porquê pés? Alguém realmente acredita que são uma coisa bonita de se ver? Cheios de calos e dedos tortos do calçado apertado? Acho que nunca vi uma foto em que olhasse e pensasse: Ora aqui estão uns pé bonitos! Não, porque, por norma, são todos feiosos. Mesmo os meus, com aquele dedo mindinho deficiente e arrebitado. 

Pá, postem mamas, rabos, bocas, orelhas, ou até pilas! Mas pés, por favor, não...
A não ser, claro está, que estejam devidamente tapados por calçado giro. Aí sim, podem e devem partilhar, que a malta anda sempre atrás das novidades.

Os últimos que me apareceram iam-me cegando um olho.



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Lois a indignada: Só tenho olho para o que não devo.

O meu PC deixou de carregar a bateria. Pânico TO-TAL. Há que correr para a loja mais próxima, na esperança de o problema estar apenas no carregador. Estava. Ufa.
Já que lá estava, aproveitei para ver uns PC's, que o meu está a pedir reforma. O moço foi mostrando e eu fui gostando cada vez mais. E pedindo mais coisas. Até que cheguei ao computador perfeito. Tinha tudo o que eu procuro num portátil. Era só o mais caro. Bah...



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Lois, a indignada: Comprei uma massagem relaxante e fiquei ainda mais stressada!

Uma pessoa fica a saber que o carro que a abalroou na rotunda tem os documentos apreendidos desde 2009 e que não tem seguro - nada de que já não desconfiasse - e fica um bocado stressada. Acrescido do facto de estar prestes a completar metade de 70 anos, pessoa dirige-se a um dos milhentos sites de descontos que lhe invadem a conta de email diariamente e decide, finalmente, após anos de "ai, tenho mesmo de marcar uma massagem", comprar a porcaria de um cupão!
Clique aqui, clique ali e já estava! Lois era a feliz detentora de um cupão que lhe iria permitir esquecer todos os problemas do mundo (sim, mesmo o Trump e os erros ortográficos dos DAMA) durante 50 minutos.
Já a imaginar a sensação de bem-estar e relaxamento total provocados pela massagem, uma pessoa pergunta para quando pode agendar.
E o que é que respondem? Só a partir de julho. Sério?? Uma pessoa gastou dinheiro na porcaria de um cupão para fazer a porra de uma massagem e só pode marcar para daqui a um mês? Adeus relax. Olá stress.




sexta-feira, 2 de junho de 2017

Lois, a indignada: Bateram-me no carro e fugiram. Mesmo na minha frente!

Vai uma pessoa, alegremente, pela manhã, toda pimpona, a uma entrevista de trabalho, conduzindo a sua viatura, amor da sua vida. Chegando-se a uma rotunda, passa, como manda o Código da Estrada - esse estranho livro do Demo, que muita gente desconhece - para a faixa da esquerda, pois tem de contornar quase toda a rotunda até à saída pretendida. Ao meu lado, para um carro, que deveria entrar e sair logo na primeira, já que ia fazer a rotunda por fora.
Só que não! Mal entro na rotunda, o filho de uma grande rameira manda-se contra o meu carro! Senti o embate, olhei e vi o gajo colado a mim. Saco o travão de mão, saio cá fora, dirijo-me à viatura, com quatro marmanjos estranhos lá dentro e digo: Vamos chamar a polícia, porque eu estava a fazer bem a rotunda e o senhor é que me foi bater.
Nisto, o gajo, que não era português (pareciam todos marroquinos) diz-me que não, que o meu carro não tinha nada e que não era preciso. E eu: Quê?? Não, não! O meu carro está todo riscado e não sai daqui ninguém sem vir a polícia. O gajo sempre a dizer que não e eu começo a perceber que a intenção dele era pirar-se dali. Não tenho mais nada! Meto-me à frente do carro, com as mãos em cima do capô e digo: Tu não tiras daqui o carro! Não, não sei que raio me passou pela cabeça.
O certo é que o gajo acelerou, eu saí da frente e ele pirou-se. Insultei-o quanto pude, mas antes disso ainda tive tempo de lhe apontar a matrícula. Mais duas pessoas vieram ter comigo para me dar a matrícula do gajo, porque viram a cena toda.

Fui logo à PSP apresentar queixa e o senhor polícia lá me diz que preciso de duas testemunhas. E eu pensei: bonito. Não fiquei com o contacto de nenhuma daquelas pessoas. Felizmente, a rotunda estava em obras e andavam lá uns trabalhadores. Lá fui eu ter com eles, na esperança de algum ter visto o filho de uma rameira a fugir. Afinal todos tinham assistido e dois deles lá me deram o contacto, para eu os poder apresentar como testemunhas.
Agora é esperar que a PSP e a seguradora dêem andamento ao processo, para eu poder meter o carro na oficina da marca, para pôr tudo impecável como estava. Espero que seja bem caro, porque é do bolso dele que vai sair. Não tivesse fugido! E ainda devia pagar pelos nervos que eu tive.
É que tudo o que uma pessoa precisa antes de uma entrevista de emprego importante, é que lhe batam no carro e se ponham no c*******.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Para quando as praias interditas a velhos tarados??

Esta semana fui com uma amiga a uma praia onde nunca tinha estado. Ela teve de ir embora mais cedo e eu ali fiquei, a aproveitar mais um bocadinho. Ao meu lado estava deitado um velhote, na sua cueca preta de licra.
Quando me viro de barriga para cima, para me sentar um bocado na toalha, olho para o lado e vejo o velho de telemóvel na mão, virado para mim. desviei o olhar e pensei: ele não era capaz de me tirar fotos, pois não?
Nisto, ouço aquele barulho típico dos telemóveis quando se tira uma foto! Olho para o homem e ele, com a maior das latas, de telemóvel no ar, virado a mim. Fiquei com cara de tacho a olhar para ele, a fumegar pelo nariz, mas o raio do velho, na boa. Ainda se pôs a ver a foto e a fazer zoom na imagem (o movimento de dedos não engana).
Tive vontade de me levantar, ir lá, agarrar a merda do telemóvel e atirar com ele ao mar. Ou então só apagar a foto e chamá-lo de velho tarado. Mas o que é que eu fiz? Vesti a roupinha e fui embora dali a correr. Que garganta eu tenho muita, mas lata, tenho menos que ele e não fui capaz de dizer nada. 

Espero que um dia destes alguém, com mais tomates que eu, lhe parta o focinho.




quinta-feira, 25 de maio de 2017

Vida de desempregada: seis semanas

Só para meter nojo, tenho a dizer que fui à praia na terça e ontem. E, minha gente, estava melhor do que no verão! Sem vento (o que cá em cima é uma espécie de milagre), um calorzinho maravilhoso e a água a uma temperatura praticamente agradável. A época de mergulhos foi oficialmente inaugurada!
Entretanto há que continuar a ir às entrevistas. É bom que não voltem a calhar num dia de sol com 30 graus...

terça-feira, 23 de maio de 2017

Anda tudo com a mania que é fit e saudável. Menos eu!

Ó gente! Isto da comida saudável, dos super alimentos e das sementes não estará a ficar um bocadinho exagerado?
De cada vez que vejo pequenos-almoços alheios com papas de aveia e sementes de linhaça, já dou por mim a revirar os olhos. Quanto tempo acham que vai durar a moda? Sim, convençam-se: é uma moda. E vai passar.
Pois eu, não vivo sem as minhas torradinhas! Com muita manteiga, se faz favor! Na loucura, sou capaz de comer uns cereais. Mas com leite achocolatado ou iogurte líquido, que eu odeio o sabor do leite simples.

E nem pensem em tirar-me a massinha com carne, os rojões ou o franguinho de churrasco com arroz seco e batata frita.

Alimentação saudável? Pá, tem dias. Não quero correr o risco de exagerar!




sexta-feira, 12 de maio de 2017

Os meus amigos do Facebook são melhores que os Vossos!

Neste momento. Porque depois de jantar pode já não ser. Convém aproveitar a onda.


Diário de uma desempregada: 4 semanas.

Então Lois, como vai essa vidinha de desempregada?
Ora bem, para já bastante ocupada. Saí da empresa quase há um mês. Por um lado parece que foi há uma eternidade. Por outro lado, estas semanas passaram a correr. Dez dias no laréu lá pela Polónia e os restantes no laréu entre a aldeia e a cidade.
Nos entretantos, ficou este tempinho de caca, o que até veio a calhar, que tenho o jornal todo por fazer e dá jeito ficar em casa. Se estivesse sol, de certeza que já andava por aí a passarinhar. Assim, fico em casa, agarrada ao pc. Digamos que tenho conseguido trabalhar uma média de meia hora para cada duas. Não me parece lá muito rentável.
Mas diz que a partir de domingo o bom tempo volta e eu quero muito ir apanhar um solinho, por isso tenho mesmo de começar a despachar isto.
Entretanto, já andei nas compras com a senhora minha mãe e, sem contar, arranjei a fatiota para o batizado da afilhada mais linda deste mundo! Assim um bocadinho diferente do que estava à espera, mas dentro do modelo que queria. É daqueles que se adora ou se odeia. Até lá, espero não me arrepender.

E pronto, para já, ainda não stressei por não estar a trabalhar. Claro que quase todos os dias penso nisso, mas estou a tentar seguir os conselhos dos pais e dos amigos: aproveitar estas "férias", descansar e procurar outra coisa com calma. Vamos ver por quanto tempo resulta este mindset.





sexta-feira, 5 de maio de 2017

Voltei voltei, voltei de lá!

Ainda agora estava na Polónia e agora já estou cá.
E, deixe-me que vos diga, apanhei um frio que nem é bom. Uma pessoa sai do Porto com um tempinho tão agradável, para chegar a Varsóvia e levar com um vento gélido e pra i menos uns 20 graus na tromba. Ainda bem que fui equipada a rigor. Que é como quem diz, levei roupa pra caraças. Tanta, que tinha mais peso do que devia na mala e ainda tive de largar uns euros no aeroporto.
De resto, foi espetacular!
Dez dias bem passados, com o amigo do coração, e sete cidades visitadas. Ficou ainda tanto por ver!
Minha gente, aquele país é fantástico. Tem uma história devastadora, que vale a pena conhecer, mas também é um exemplo de superação. Museus brutais e super modernos, uma rede de transportes que faz inveja a muito país e parques a perder de vista. 

Quando descarregar as fotos da máquina, vou ver se deixo aqui algumas. Já sabeis que sou uma preguiçosa e que existe uma forte possibilidade de isso não acontecer, não já?? Só para não criar grandes expectativas!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Hora de fazer a mala!

A modos que amanhã vou de férias! Sendo que estou desempregada, se calhar não lhe posso chamar férias!... Mas adiante. Tenho de fazer a mala. Com casacos de fazenda, gorros, camisolas quentes e afins.
Destino? Polónia!
Ando há uma semana a ver a previsão do tempo. E as mínimas continuam a ser de um e dois graus.
Agora vamos todos juntar as mãozinhas e rezar para que a coisa melhore.

sábado, 15 de abril de 2017

Partiram-me o coração.

Há coisas que realmente nos quebram o coração. Por norma, são homens ou mulheres que não correspondem ao nosso sentimento, que nos traem ou que nos desiludem. No meu caso, é o trabalho.
E, pela segunda vez na minha vida, o trabalho partiu-me o coração. Foram pessoas, naturalmente, que o fizeram. Mas são rostos quase, ou totalmente desconhecidos, por isso não consigo associá-los à tristeza e frustração que me causaram. Apenas o nome da empresa.

Não sei se ainda se lembram, mas há cerca de um ano e meio, eu e mais umas dezenas de pessoas fomos despedidas da empresa mais espectacular onde trabalhei. Foi um golpe duro, do qual custou muito a recuperar. Entretanto fui trabalhar para Braga, não me dei muito bem por lá e acabei por voltar para o Porto.

Voltei porque surgiu uma oportunidade de trabalho que eu achei que ia mudar a minha vida. Fui a três entrevistas, onde me espremeram ao máximo, para finalmente considerarem que eu tinha o perfil perfeito para a função que ia desempenhar. Deram-me um contrato sem termo, um telemóvel, seguro de saúde, formações, um ambiente de trabalho incrível e um lugarzinho num dos mais prestigiados grupos do país.
E eu pensei: é agora! É agora que a minha carreira vai ganhar o rumo que eu sempre quis. É agora que vou conseguir alcançar todos os meu objetivos e cumprir os meus sonhos.

Para explicar melhor a dimensão disto, deixem-me esclarecer que, desde que me conheço por gente, o meu sonho nunca foi casar, ter filhos e ser feliz. O meu sonho era o trabalho. Sempre foi. Ao contrário da maioria das pessoas que conheço, se estiver num trabalho de que goste e que me faça feliz, então tudo o resto deixa de ter importância. São apenas detalhes.

Então, pensei eu, finalmente o meu sonho ia concretizar-se, porque eu estava num grupo gigante, com várias empresas e podia trabalhar ali o resto da minha vidinha, sem me aborrecer, porque existiriam sempre novas oportunidades. 

Só que não. A empresa não estava a dar o lucro pretendido e era preciso fazer cortes. E, já se sabe, os cortes fazem-se despedindo pessoas. Jamais se pense que os administradores vão deixar de trocar de carro a cada dois anos e de escolherem sempre modelos topo de gama, cujo preço dava para pagar vários anos do meu salário, para diminuírem os custos da empresa.

Primeiro foi metade da equipa de Espanha, depois a restante, nomeadamente o meu chefe. Foi nomeada uma nova responsável pela área e definida uma nova estratégia. Estratégia essa que já não pretendia um perfil como o meu. Que já não queria contar com a minha equipa. Que queria passar a subcontratar aquele tipo de serviços e, por isso, cinco meses depois de estar a viver o meu sonho profissional, fui chamada para me dizerem que, afinal, eu já não tinha lugar naquela empresa, porque queriam uma estrutura mais light!

Não consigo explicar tudo o que senti quando percebi o que estava a acontecer. Para mim era quase o fim do mundo. Afinal, aos 34 anos, quem é que quer andar outra vez à procura de emprego, a ter de recomeçar, sem saber bem o que vai fazer da vida a seguir?

Estive a trabalhar mais de um mês, a saber que não ia ficar lá. A saber que me atraíram com promessas e depois me tiraram o tapete, assim à bruta. Passei pela fase de revolta, de descrença e de tristeza, até que percebi que realmente eu não podia ter feito nada para contrariar aquela decisão. E olhem que bem tentei! Foi esgotante e cansativo. E, finalmente, cheguei àquele ponto em que tive de me mentalizar que não dependia de mim e que tinha de me desprender daquilo. Foi o que fiz. Aliás, é o que tenho feito. Ou tentado. Uns dias mais animada que outros, mas motivada para enviar currículos e enfrentar o que aí vier.

E, para já, o que se aproxima são férias! Uma semana de descanso e depois 10 dias na Polónia com o amigo do coração.

Quando voltar, logo se vê o que vai ser da minha vida. Só sei que não posso deixar de fazer o esforço de pensar positivo. Afinal, há coisas bem piores, já diz a minha mãezinha. Para mim não é bem essa a verdade, mas é a que eu tento interiorizar. Não é o fim do mundo. Não o foi da primeira vez e, com certeza, não será desta.

Do meio ano que passei naquela empresa ficaram as experiências, as aprendizagens e, sobretudo, as pessoas fantásticas que conhecei e que, tenho a certeza, irão permanecer na minha vida. E a mágoa. De ter sido apenas mais um número riscado, no meio de orçamentos de milhões. Mas, quem sabe se o melhor ainda estará para vir?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Ora vamos lá falar de um assunto que me apoquenta de sobremaneira. E não, não são os anúncios da Planta ou do Surf. É mesmo de sobrancelhas.

Eh pá. Não sei se costumam reparar nessas coisas, mas há sobrancelhas muito más. E não estou a falar daquelas farfalhudas, por depilar, que essas têm sempre solução.
Refiro-me às ditas que já passaram pela pinça ou pela cera e que mais valia que as respetivas donas estivessem quietinhas, em vez de estragarem o que a natureza lhes deu.
Quando vejo algumas sobrancelhas penso: mas será que estas criaturas não olham todos os dias ao espelho e não percebem que há ali qualquer coisa de muito errado?? É que ainda por cima não custa assim tanto resolver o problema: é deixar crescer e fazer de novo, sejam as próprias, a esteticista ou a vizinha que acha que tem jeito para a coisa.
Nas minhas ninguém toca, que tenho pra aqui umas cicatrizes manhosas e prefiro ser eu a arranjá-las. Como são claras e pouco peludas, também não dão assim tanto trabalho.
Mas, pessoas que tem "pontos e vírgulas" desenhados, sobrancelhas com meio metro de distância uma da outra ou tão finas que fica um mísero pelo ao lado do outro, por favor, vejam lá se dão um jeito a isso. É que umas sobrancelhas naturais e arranjadinhas dão logo outro ar e fazem toda a diferença. 

Agora um exercício simples. Se as vossas sobrancelhas se assemelharem a qualquer um destes exemplos, por favor, marcai esteticista e ide tratar disso!







segunda-feira, 3 de abril de 2017

Já parti o pipi. Agora ia partindo o popó.*

* Diz a minha amiga Lu!

Pois é minha gente. Na quinta-feira achei por bem mandar-me escadas abaixo. Ia eu, toda feliz, de malas na mão, para começar a mudar de casa, quando escorreguei e assentei com o rabo em cheio na esquina de um degrau. 
A burra da minha ex-senhoria tem uma passadeira nas escadas. Devidamente presa, como se quer. Mas, não contente, e para não se estragar aquela preciosidade, acha por bem ter ainda outras passadeiras por cima daquela. Além de jarrões nas esquinas da escadaria. Resultado? Ao tentar desviar-me com as malas dos jarrões, pisei uma parte mais estreita do degrau e, como o pé não ficou bem apoiado, escorregou na merda da passadeira. Claro que lambi logo mais dois ou três degraus e o que parou o escorreganço foi o facto de ter aterrado, desamparada, de rabo numa escada. 
E as dores minha gente?? Posso dizer que chorei e não foi pouco! Achei mesmo que tinha partido qualquer coisa.
A sexta foi passada na cama, deitada de lado e a dizer mal da minha vida sempre que tinha de me mexer e, no sábado, já conseguia andar, com algum cuidado. As drogas duras ajudaram bastante a passar estes dias. Viva as drogas!
Entretanto hoje já pareço uma pessoa mais normal a andar, mas ainda tenho aqui de lado uma dor que me incomoda e que me faz mancar ligeiramente. Espero que isto passe e que não me tenha lixado a coluna. Parece que já consigo sentir a minha ciática a querer atacar...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Vou dedicar-me ao rebolanço. E não. Não é a isso que estão a pensar!

Deixei de fumar há nove anos. E deixei de fazer exercício há quase dois. Resultado? Comecei a engordar. Como se não bastasse, desde o verão passado que o meu desporto favorito é descobrir novos sítios onde me empanturrar com comida deliciosa. Primeiro, em Braga, agora no Porto. E olhem que nem repito locais!
Este exercício tem sido muito bom para me distrair, divertir e conviver, mas a minha barriga, coxas, braços e afins estão a ressentir-se como nunca.
Por outro lado, vontade de mexer o rabinho sem ser para me sentar num novo tasco de tapas, não há.
Resultado? Um dia destes rebolo. 
Ok, estou a exagerar. Não rebolo. A não ser que esteja deitada. Aí sim, já sou capaz de ir ladeira abaixo sem problema. MAS, só não estou redonda, porque tenho uma estrutura mesmo fina e pequena. O que disfarça sempre bem a gordura. Com a roupa. Porque sem roupa, meus amigos, isto vai pra qui uma desgraça, com tanta concentração de massa gorda naqueles sítios críticos que todos sabemos quais são...

Dieta, está mais que provado, não consigo fazer. Não adianta. Sou demasiado gulosa. Caramba, há nove anos que não toco num cigarro. Peçam-me tudo, menos para deixar de comer.
A solução seria, portanto, exercício físico. Mas, como o pé não me deixa correr e o trauma da bicicleta ainda não passou, continuo a arrastar-te de carro, elevador e escadas rolantes para todo o lado. Simplesmente, porque não me apetece. Nem uma mísera caminhada! Ginásios, então, nem pensar. 
Como tal, estou  ver a minha vidinha a andar para trás, porque a roupa está cada vez mais apertada. Pior de tudo, vem aí o calor! E eu vou deixar de poder refugiar-me dentro de collants, vestidos e casacos de fazenda. E sei que vou ficar muito frustrada quando não conseguir enfiar-me em metade da roupa de verão. E quando tiver de comprar o vestido para o batizado da afilhada mais linda deste mundo e do outro...

Por isso, minha gente, se souberem pra i de algum truque mental para levantar o meu rabo não muito gordo, que sempre foi um bocado achatado, do sofá e ganhar coragem para recusar as bolas de berlim da Padaria Ribeiro, por favor, é partilhar!

Até lá, e porque não quero que falte nada aos meus leitores, sobretudo ao anónimo do último post, aqui vão alguns ecards alusivos à atual conjuntura que por aqui se vive...







quinta-feira, 23 de março de 2017

S. Pedro, já atinavas, não?

O tempo está um bocadinho bipolar. E isto é coisa para me estar a deixar doente...

No sábado almocei de manga curta numa esplanada e hoje saí de casa com gorro e cachecol, porque estavam cinco graus.

Tem tudo para correr mal, portanto...

sexta-feira, 17 de março de 2017

Pequenas coisas que nos fazem mesmo felizes!

Pensar que o nosso telemóvel morreu pra vida (neste caso, o wi-fi deixou de funcionar. O que vai dar no mesmo). Pensar que temos de gastar um dinheirão num telemóvel novo, que não é tão bonito nem tão bom (mesmo que seja mais moderno. Isso não interessa nada).
Ir à página da marca, ver umas dicas, atualizar o sistema e.. Tchanan!!! Habemos telemóvel a funcionar de novo!
Para quem tinha acordado, sem querer, às 7h da matina e estava com um mau humor de cão, o dia acabou de melhorar!

Adenda: a felicidade só durou até ao final do dia... O telemóvel está NA MESMA!!!

Segunda adenda: E funciona outra vez!

CONCLUSÃO: Tenho um telemóvel bipolar...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Eu, Lois Lane, apaixonada me confesso!

Vamos lá animar aqui o tasco, que tristezas não pagam dívidas, pelo contrário, ainda nos fazem é ir ao shopping gastar dinheiro em roupa e chocolates e, aí sim, corremos o risco de ficar seriamente endividadas, além de gordas e diabéticas.

Um dia destes estive a ver o filme DeadPool. E aparece um moço. Giro que se farta. Era o vilão! Ficava ainda mais giro, claro está. E aí, eu pensei: de onde é que eu te conheço? Fácil!! Acho que até já escrevi aqui sobre ele. Era o nosso (podia ser só meu, que não me fazia rogada) amigo Daario Naharis, de Game of Thrones!
O primeiro! Cuja substituição por outro ator tanta polémica causou, principalmente entre o mulherio. Fácil perceber porquê, né??


Atão, como eu dizia, no tal filme ele faz de vilão. E é tão bom, mas tão bom, que é impossível não ficar a torcer por ele! E aquela pronúncia britânica? Ui!!! Agora, botai os olhinhos no moço e ide pra cama a pensar nele! 









É que casava já amanhã!!