sexta-feira, 17 de junho de 2016

De olhos em bico!

Hoje tive de ir ao computador de um dos comerciais, um senhor com cerca de 60 anos, para o ajudar a passar uns documentos para pdf. Depois de fazer o download de um ficheiro, abri a pasta das transferências para o ir buscar. 
Abro a pasta e o meu primeiro pensamento foi: Tanto ficheiro. Que raio de confusão. 
Nisto, eis que sobressai no meio das miniaturas uma pila. E mais outra... E mamas. E mais mamas!

Quando me apercebo que aquela merda está repleta de ficheiros pornográficos, fecho a pasta muito depressa, na esperança de que o rapaz que estava ao meu lado (que foi estagiário desse comercial e que agora trabalha com ele) e que estava a olhar para o que eu estava a fazer, não se tivesse apercebido.

Tive de me conter muito, para não começar ali à gargalhada!

Ainda por cima o senhor tem sempre um ar tão sério, de homem de família, com a sua quinta no Douro e as suas oliveiras. Parece que os três dias que passou no Alentejo, a visitar clientes, foram bastante ocupados... 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Trinta e quantos??

Diz que ontem fiz 34 anos. 34. Trin-ta-e-qua-tro.

Para mim, aniversários são mais ou menos deprimentes, pelo menos nos dias que antecedem a data. Mas aniversários são, sobretudo, a altura de fazer um balanço. O que me deixa ainda mais deprimida. Tenho a sensação de já ter vivido praticamente metade da minha vida e não ter feito nada de jeito.

Os 33 foram uma valente caca. Vamos esperar que os 34 tragam alguma calmaria a este mar revolto e que sejam bem mais felizes. Estou a tentar fazer por isso.

Façam figas.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Desabafo de uma ex-otimista

Já leram o livro 'O Segredo'? Eu também não. Mas conheço a teoria. E, mais ou menos, sempre a defendi. Passei a minha vida toda a dizer às pessoas que me rodeiam que têm de ser otimistas e ter pensamento positivo, para que as coisas boas se concretizem. 
Eu, quase sempre otimista por defeito, que acredito sempre que tudo vai dar certo, estou na fase: Quero que isto tudo se foda. Esqueçam lá isso do "não devias escrever palavrões", porque é das poucas terapias que me restam. É isso ou ir ali ao tasco comprar um maço de tabaco.
Parece que a minha vida entrou numa espiral negra, em que já muito pouco escapa. 

Até há algum tempo, eu achava que era impossível tudo estar bem na nossa vida. O amor, a saúde, a família, o trabalho. Havia sempre uma destas vertentes que não corria tão bem, como numa espécie de equilíbrio em que a nossa vida se mantém. E vivia perfeitamente bem com isso. Por a proporção era, por norma, de três partes boas, para uma má. 
Quando este equilíbrio começa a desaparecer e a pender para o negativo, torna-se difícil conseguir visualizar as coisas tal como queremos que aconteçam (lá está, o 'Segredo') e começamos a resvalar para o lado dramático, em que parece que já adivinhamos os piores cenários. 

Não tenho escrito, porque não tenho tido vontade. Porque não queria partilhar esta fase má com os meus leitores (se é que ainda vem cá alguém, após tantas semanas de abandono). Porque odeio as pessoas que passam a vida a queixar-se de tudo e não quero ser uma delas. Porque não quero nem gosto que os outros saibam que a minha vida não corre tão bem como imaginam. Porque não gosto de dar parte de fraca. 

Mas agora que deixei os dedos correrem o teclado, percebo a falta que me tem feito. Porque, de facto, às vezes faz falta partilhar estas coisas, sem ter de cair no papel de vítima. 

Não sou uma vítima. Tenho tomado más decisões. Bastantes. Muitas vezes seguidas. Sendo responsável pelas minhas ações, jamais poderei ser uma vítima. Só tenho de aprender a lidar com elas, já que sou daquelas pessoas que anda meia vida a recriminar-se pelas coisas erradas que fez há 20 anos atrás. 

Um dia, quem sabe, aprendo a aceitar e a seguir em frente.

Este texto foi escrito em menos de cinco minutos e publicado sem qualquer revisão. É assim que deve ser. Um desabafo.