sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Então, como diz a outra, é o seguinte:

Cá estou, finalmente. Sentada em frente ao computador. E tão cansada, mas tão cansada, que podia jurar ter andado o dia todo a trabalhar no campo. Mas não. Estive num escritório. De uma empresa. Em Braga.
Comecei há duas semanas e mudei-me definitivamente no fim de semana passado. 
Como me sinto? Feliz com o emprego novo, que está a exceder as expectativas, mas desolada com a falta que me faz a minha casa em Gaia, o metro, a Avenida da República, o Porto, o meu Rio Douro, os passadiços junto à praia... E muito chateada por ter alugado apartamento sem pensar duas vezes, só porque parecia novo, sem ter percebido que a construção é uma caca, que se ouve tudo de uns apartamentos para os outros e que vim parar a um ninho de estudantes. Estou ao lado, literalmente, da universidade!
Já me tinham avisado para não ficar nesta zona, mas o gajo da imobiliária garantiu que o prédio era muito sossegado, que viviam aqui famílias, que era tudo muito bom. Só que não. Desde quando é que se acredita em gajos de imobiliárias? A verdade é que aqui no prédio vivem famílias. Mas também vivem, por cima da minha cabeça, duas criaturas do sexo masculino que, quando estão em casa (felizmente passam muito tempo fora. Na borga, com certeza) fazem mais barulho do que um grupo de pitas histéricas à espera do concerto dos DAMA. Eles falam alto, eles riem, eles gritam, eles uivam (sim, uivam. Mesmo). Eles batem com as coisas, eles batem com as portas, eles batem com as patas no chão. 
E eu? Ouço tudo. Tudinho! 
Mas já (quase) me convenci que não vale a pena stressar mais, que é apenas temporário e que agora, com tempo (que é como quem diz, um ou dois meses) vou encontrar um cantinho mais sossegado. 
Então e Braga, é fixe? Pá, dizem que sim. Mas em duas semanas, conheço basicamente o mesmo que já conhecia, apenas com o acréscimo do percurso entre casa e o trabalho. Vá, e o Braga Parque. Como entro às 8h30, tenho de acordar praticamente de madrugada, que é como quem diz, o mais tardar às 7h20. O corpo ainda se está a habituar à rotina e aos horários, por isso ando sempre cansada e quando chego a casa só quero vestir o pijama, comer e descansar. Se bem que isto só aconteceu ontem e hoje, uma vez que nos outros dias tenho andado a tentar, desesperadamente, guardar a tralha toda que trouxe. Finalmente está quase, quase tudo no sítio. 
Espero a partir de agora ter tempo para apreciar a bela cidade que me recebeu, ficar cá uns fins de semana e dar umas voltas. Há tanto para ver! E tenho o Gerês aqui ao lado. O Porto também está a pouco mais de meia hora de viagem. Só faltam os amigos. Que isto de não ter companhia para ir ao sushi ou aos hambúrgueres não está com nada. 

3 comentários:

  1. Sugestão: Taberna Belga para comer uma das melhores francesinhas da cidade de Braga

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    1. Já me disseram! Estive a ver uma casa mesmo lá ao lado e, feita burra, não fiquei lá. Ai se arrependimento matasse!!!

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  2. A um ano passei por isso mas, no meu caso, fui uma mudança de Coimbra para Aveiro.

    Que corra tudo bem :)

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