segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Devagar, devagarinho...

Então Lois? Que tal o regresso ao trabalho?
Pá. Se não me custasse tanto estar sentada, teria sido maravilhoso. Mas a verdade é que no primeiro dia já estava a dizer mal da minha vida, cheia de dores. Ainda por cima apanhei um susto do caraças quando fui à casa de banho e vi um bocadinho de sangue no papel higiénico. 

Paniquei um bocado e percebi que se calhar tenho de ter calma, em vez de andar armada em parva a fazer esforços, porque a cicatrização vai demorar e não vai ser assim tão simples.
Não voltei a sangrar, mas quando chego ao meio da tarde, já não sei como estar sentada. Nessa altura já só penso em deitar-me no sofá.

Este fim de semana conheci uma pessoa que teve um problema pior que o meu (Fisicamente - devido a um quisto teve de ser operada duas vezes e levou mais de 20 pontos - porque o trauma do acidente ninguém me vai tirar) e, de algum modo, confortou-me saber que ela agora está bem. Também percebi que o processo é mais lento do que eu julgava, mas se ela agora está bem, também eu hei-de ficar. 

Por outro lado continuo sem coragem de ver o resultado ao espelho, até porque ainda está tudo um bocado inchado, mas às vezes passo os dedos e parece-me que não está nada igual, que aquilo está uma grande merda e angustia-me imenso que o meu corpo não vá ficar igual ao que era.

Apesar de tudo, o trabalho ajudou, principalmente, a distrair-me e a não pensar tanto no assunto. Agora é marcar consultas e exames para analisar os estragos como deve ser e rezar para que esta minha cabecinha esteja, mais uma vez, a exagerar. 


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