segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Devagar, devagarinho...

Então Lois? Que tal o regresso ao trabalho?
Pá. Se não me custasse tanto estar sentada, teria sido maravilhoso. Mas a verdade é que no primeiro dia já estava a dizer mal da minha vida, cheia de dores. Ainda por cima apanhei um susto do caraças quando fui à casa de banho e vi um bocadinho de sangue no papel higiénico. 

Paniquei um bocado e percebi que se calhar tenho de ter calma, em vez de andar armada em parva a fazer esforços, porque a cicatrização vai demorar e não vai ser assim tão simples.
Não voltei a sangrar, mas quando chego ao meio da tarde, já não sei como estar sentada. Nessa altura já só penso em deitar-me no sofá.

Este fim de semana conheci uma pessoa que teve um problema pior que o meu (Fisicamente - devido a um quisto teve de ser operada duas vezes e levou mais de 20 pontos - porque o trauma do acidente ninguém me vai tirar) e, de algum modo, confortou-me saber que ela agora está bem. Também percebi que o processo é mais lento do que eu julgava, mas se ela agora está bem, também eu hei-de ficar. 

Por outro lado continuo sem coragem de ver o resultado ao espelho, até porque ainda está tudo um bocado inchado, mas às vezes passo os dedos e parece-me que não está nada igual, que aquilo está uma grande merda e angustia-me imenso que o meu corpo não vá ficar igual ao que era.

Apesar de tudo, o trabalho ajudou, principalmente, a distrair-me e a não pensar tanto no assunto. Agora é marcar consultas e exames para analisar os estragos como deve ser e rezar para que esta minha cabecinha esteja, mais uma vez, a exagerar. 


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Há pessoas a quem devia nascer um limoeiro no cu. Atravessado!

No caminho do trabalho para casa fui surpreendida por uma valente dor de barriga. Ainda tentei aguentar, mas a meio da viagem percebi que era melhor sair do metro e procurar uma casa de banho. 
Saí nos Aliados e virei numa rua onde sabia que existe um café, mas quando lá cheguei vi que estava fechado. Logo a seguir tinha o Zazá. Onde por acaso até já tinha ido jantar com uns amigos.

Entrei e o funcionário (ou dono talvez, já que estava tranquilamente sentado numa mesa a conversar) e perguntei educadamente se ele se importava que eu usasse a casa de banho. Ao que o gajo me responde: é só para clientes.

Não estivesse eu tão aflita e tinha-o mandado pró caralho na hora. As pessoas não andam a entrar pelos estabelecimentos adentro com o propósito de lhes ir usar as retretes só porque sim. Se calhar, quando pedem, é porque é uma emergência. 
Limitei-me a responder que depois comprava qualquer coisa e o gajo lá me disse onde era. Quando saí fui ao balcão e o Carvalhão, a saber que eu só ia levar alguma coisa por ter usado a casa d banho, foi atender-me e levou-me um euro e meio por uma garrafa de água faz pequenas. 
Ainda por cima não tinha dinheiro suficiente e tive de pagar com o multibanco.

Já não é a primeira vez que me acontece ter de pedir para ir à casa de banho. Na altura em que corria era muito comum, ou porque tinha bebido muita água, ou porque a barriga se revoltava com o esforço. E todas as pessoas foram compreensivas e até simpáticas. 
Ainda por cima, àquela hora o café estava praticamente vazio. Não é que lhe estivesse a roubar tempo de utilização aos clientes!

Só espero que aquele senhor um dia vá na rua, tenha uma aflição igual à minha e lhe apareça um filho da puta igual a ele, que o obrigue a pagar para usar a sanita.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Parece-me que estamos a melhorar!

Hoje fui à Segurança Social cancelar a baixa. Yeeeeyyyyyy!

Segunda-feira volto ao trabalho. Yeeeeyyyyyy!

Ontem recebi um email do chefão a dizer que o meu contrato vai passar a ser sem termo. Yeeeeyyyyyy!

Fui com a minha mãe às compras, que ela precisava de umas sandálias para o casório, e comprei os sapatos mais fofos e confortáveis de verniz em bordeaux. Não são para o casório. Yeeeeyyyyyy!

Apaixonei-me perdidamente por umas sandálias azuis de salto gigantesco com uns bordados meio dourados, que iam ficar a matar no meu vestido azul, estas sim para o casório, mas achei que era um desperdício de dinheiro e que é preferível comprar uns botins pretos que vi na Zara. Yeeeeyyyyyy!

Acho que eu e o Universo estamos, lentamente, a voltar ao entendimento. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Quando eu acho que não podem existir mais anormais na minha terra...






Como se não bastasse o que me aconteceu, ontem apareceu--me um herpes e hoje acordei com o lábio super inchado! Sol + sistema imunológico em baixo = Rais parta esta porcaria...

Agora nem beijos, nem o caraças. Ai a minha vida!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Foram-se os pontos!

Não, infelizmente não saíram pelos pezinhos deles, felizes e contentes. Tive mesmo de os obrigar. 
Cada vez me doíam mais e eu estava com muito medo de estar alguma coisa errada, por isso ontem à tarde mandei-me para a urgência do Hospital de Penafiel. Apanhei alguma seca, mas acabei por ser atendida por uma médica simpática (o que é raro. Não acham que as ginecologistas são todas um bocado antipáticas e frias, assim sempre para o a despachar?? Será de passarem o dia todo a ver pipis??). 
Ela disse que os pontos estavam bem, mas que ia tirá-los! Eu eu: bota lá, que estou farta disto. Chamou a enfermeira para ajudar, anestesiou a dita cuja com spray (ardeeeeeee) e começaram os trabalhos. DOEU TANTO minha gente. Estavam muito apertados e ela teve de andar lá a puxar. Houve uma altura em que temi que me fossem sair as entranhas agarradas ao fio. Não sei como é que eles iam sair sozinhos, mas enfim. 
A meio diz ela: Pronto, quatro já estão. Já só faltam mais três ou quatro. Eu eu prontamente fiz as continhas: 4+4 ou 3+3 que já tinham saído sozinhos. 10 ou 11 pontos???? Ok. A cada dia descubro que a coisa foi pior do que eu pensava. Os últimos dois, que deviam ser internos e cuja existência eu acho que desconhecia, custaram horrores. A médica ainda ponderou deixá-los lá, mas eu disse logo: já cá estou e já, por isso tire pra i isso tudo! E tirou. 
Sinto-me muito melhor. Ainda não me sento como uma pessoa normal, mas tenho muito menos dores. Espero na quinta-feira poder regressar ao trabalho. Nunca tive tantas saudades de trabalhar!
Além de me ter visto livre dos pontos, fiquei a saber que ficou aqui um trabalho muito bem feito (diz ela, né) e que está a cicatrizar lindamente e que tenho quase um pipi novo e que está tudo no sítio e apertadinho, que a médica devia querer fazer a vida difícil ao meu namorado. WTF! Mas isso só vou saber quando fizer o test drive. Daqui a muuuiiiiiitoooooo tempo por sinal...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Juro que tenho um grilo dentro de casa!

Mas não há maneira de dar com o bicho! Consigo ouvi-lo do  meu quarto. Mas quando desço as escadas o gajo cala-se! Está algures entre a cozinha e o hall de entrada. Mas nada de dar com ele. Já fui em bicos de pés e nem assim. Raio do bicho canta alto mas ouve bem pra caraças!

domingo, 9 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

Let's pretend this is a fashion blog: o dilema dos casórios.

Vamos lá falar deixar de falar de desgraças e passar ao que realmente importa nesta altura: roupa para casórios. Este ano estou com sorte, que só tenho um. Nos últimos anos têm sido aos três e quatro e cada vez.

Hoje entrei na loja da Ana Sousa, já que nos saldos por lá se costumam encontrar uns trapinhos jeitosos a melhores preços, com intenção de experimentar um vestido que tinha visto no site. Pois que não gostei do dito cujo, mas a simpática senhora que me estava a atender trouxe mais uns modelos e eu lá fui experimentando.
Tal como aconteceu da última vez que lá fui, apaixonei-me por um vestido de cerimónia preto, mas acabei por trazer um azul, mais simples, que posso depois usar para trabalhar. Que isto de comprar vestidos para depois os ter pendurados no armário, não é lá muito a minha praia. 
Mas, como sempre que se toma uma decisão complicada desta natureza, a dúvida continua a assaltar-me: Será que fiz bem ou devia ter trazido o outro??

Como tal, vou botar aqui as fotos dos dois, para poderdes opinar à vontade e ajudar-me a:
1) Ficar ainda mais confusa
2) Arrepender-me profundamente de ter comprado este e ir amanhã a correr à loja para trocar
3) Ter a certeza de que fiz a escolha certa.

Ora o preto é este:





E o azul é este (mas só tenho fotos de jeito em lilás...)






Muito simples e facilmente 'usável' em qualquer ocasião. Depois, se realmente optar por ficar com ele, ainda falta escolher os sapatos e acessórios. Tenho umas sandálias prateadas, mas estava a pensar noutra cor que desse mais contraste.

Opiniões precisam-se. Agradecida!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Porque qualquer tragédia tem sempre um lado cómico - Parte I

Uma vez que tive de ficar mais uma noite no hospital, sem estar a contar com isso, e porque a minha mãe já estava lá para me visitar, liguei à minha avó e pedi-lhe que fosse a minha casa para me levar um pijama e alguma roupa interior. Lembrei-me também de lhe pedir que me levasse a pílula, que estava quase no fim. E a pior coisa que eu poderia ter naquela altura, cheia de pontos, era o período. Ela levou tudo.

No dia seguinte ligou-me a perguntar se eu estava melhor. E perguntou se eu estava a tomar antibióticos. Eu disse que não, que eram só analgésicos e anti-inflamatórios. E diz-me ela muito preocupada: Ah, tu vê lá. Olha que os antibióticos cortam o efeito da pílula!




Eu estava internada, com o pipi todo desfeito, cheio de pontos e ela achava mesmo que eu ia dar uso àquilo?? Nem sabia se havia de rir ou de a mandar dar uma volta. Limitei-me a dizer que sabia, mas que não se preocupasse, que não estava a antibióticos. 

O meu relatório médico diz especificamente: aconselhado um mês de abstinência sexual! A minha prima enfermeira diz que devo esperar um mês e meio. Eu acho que daqui a meio ano devo ganhar coragem.

E a minha avó preocupada com os antibióticos. Pois. 

Desabafo de uma gaja à beira de um ataque de nervos:

Tapai os olhos, que isto vai ser violento:

Foda-se mais o caralho dos filhos da puta dos cães mais a dona deles, que só me apetece ir lá e fodê-los a todos à paulada!!!!

Fui ao centro de saúde ver como estão os pontos, para descobrir que ainda está tudo muito cru, apesar de já terem caído três.
E para ver a cara de parva da enfermeira quando viu o serviço que pra qui vai, porque não imaginava que tivesse sido tão grave.
E para ouvir que devo marcar consulta com a médica que andou aqui a fazer ponto cruz para ela ver como está a cicatrizar, porque a coisa não está a ficar muito direita.
E para ficar a saber que o mais provável é amanhã o médico prolongar-me a baixa.

Ora foda-se isto tudo!

sábado, 1 de agosto de 2015

Como estragar o pipi (sem parir) em três passos.

Passo número um: Sair de casa para andar de bicicleta e vestir uns corsários normais, porque os calções almofadados são curtos e podia cair e esfolar os joelhos.

Passo número dois: Passar à porta da vaca da vizinha que tem sempre os filhos da p*** dos cães à solta. Três bichos pequenos e malvados que gostam de se atirar a pernas alheias.

Passo número três: Não conseguir passar despercebida pelos filhos da p*** dos cães, ser rodeada por eles, assustar-se, travar de repente e ir bater com o pipi no quadro da bicicleta.


Foi assim que, exactamente há uma semana atrás, eu vivi um dos piores momentos da minha vida. A pancada foi tão grande, que abri um golpe enorme no pipi... Sangrei pra carai, consegui não desmaiar, a minha mãe não atendia o telemóvel, gritei muito, desesperei uns minutos porque ninguém aparecia, até que finalmente alguém ouviu. 
Como estava na terrinha, toca a correr para a urgência do Centro de Saúde. De lá fui transportada de ambulância para o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, directamente para Ginecologia. Paniquei muito, chorei muito, tive 300 mil crises de ansiedade e achei que morria quando a médica disse que eu tinha de ir ao bloco. Pensei: Pronto. Tanta merda que não queria ter filhos e dei cabo disto tudo na mesma.
Queriam-me dar epidural. Implorei para me apagarem, porque o meu sistema nervoso não ia aguentar ser espetada nas costas e estar acordada enquanto faziam sabe-se lá o quê lá em baixo. 
Levei uns pontos, mas pelo menos não tive lesões internas, por isso a coisa ainda deve funcionar. 
Acordei passadas umas horas e tive uma das piores noites da minha vida, enfiada numa enfermaria, sem conseguir dormir, com um cateter no braço e algaliada... Sim, enfiaram um tubo pelo buraquinho de fazer chichi acima! Tirá-lo foi uma sensação HORRÍVEL. 
No dia seguinte mandei a minha mãe levar-me roupa, convencida de que ia pra casa. Nop. Que ainda era muito cedo e tinha de lá ficar. Mais umas quantas asneiras e disse à minha mãe que afinal ia precisar de pijama e um livro.

Finalmente vim para casa mas, umas semana depois, ainda tenho muitas dificuldades em estar sentada. O sofá tem sido o meu melhor amigo. Ontem saiu um ponto (yupiiii) e entretanto os outros devem começar a cair. Um dia destes estive a ver com um espelho e descobri que o estrago foi maior do que eu imaginava. Fui-me abaixo e passei um verdadeiro dia de merda... Agora estou mais optimista, na esperança de não ter de renovar a baixa (12 dias...) e poder voltar ao trabalho.

Basicamente, em 3 segundos transformei o início de duas promissoras semanas de férias numa grandessíssima bosta!

Posto isto, tenho a dizer que mais valia ter parido. Estava aqui toda quinada, mas pelo menos sempre tinha um puto a quem culpar.