domingo, 1 de fevereiro de 2015

Adormecer em Gaia e acordar em Veneza...

A minha balança afogou-se. Não, não espetei com ela na sanita (até porque não sabia lá), nem na banheira, nem na pia da loiça. "Atão", perguntam vocês??

Imaginem o cenário: 2h30 da manhã, mais coisa menos coisa. Lois Lane a dormir, quentinha, entre lençóis polares e de botija nos pés. De repente acorda aflita, com uma sensação estranha. Levanta-se e, quando mete os pés no chão...

SPLASH!

Água! Pensamentos decorridos no espaço de meio segundo: "Fiz chichi??? A botija rebentou??? É uma poça de água muito grande!". Levanto-me, começo a andar e percebo que não era propriamente uma poça... Pensei que vinha da casa de banho. Mas não. Também havia água no corredor. Na cozinha. Na sala. E na marquise, de onde jorravam litros e litros de água de uma torneira rebentada. MUITA ÁGUA!!! Água pelos tornozelos, porque a marquise é mais funda que o resto do apartamento. Pra i uns 3 centímetros de altura no resto da casa. Há que gritar e dar murros da porta do quarto da colega de quarto e desligar o contador da água, enquanto andava de pijama e de meias, no meio da água, de um lado para o outro, feita barata tonta, a pensar que aquilo não estava a acontecer e que era um pesadelo.
Não era. Tínhamos, de facto, a casa toda inundada. 
Ligámos para os bombeiros, mas só poderiam vir ajudar se a água tivesse mais de 15 centímetros de altura. Tivesse eu dormido a noite toda e desconfio que acordava com ela pelos joelhos. Já saía porta fora, escorria pelas escadas do prédio, enfim, como dizia o outro, um "pendemónio".
Net, procurar empresas de limpeza que tratassem de inundações, de preferência com serviço 24 horas. Lá encontrámos uma e, cerca de 40 minutos depois, tínhamos dois senhores à nossa porta, de boca aberta, a olhar para tanta água. E uma grande parte já tinha escoado para os cifões das casas de banho. 
Por volta das 6 da manhã já podíamos andar pela casa. Três dias depois, o chão, de madeira flutuante, está a inchar e a arrebitar por todos os lados. Tenho o calçado quase todo molhado, as pantufas e os chinelos, que andavam a boiar pelo quarto fora, todos encharcados, a mala, o saco de viagem e o de desporto, todos molhados... Uma alegria!

4 comentários:

  1. Muita força nessa hora miúda! Chiça que coisa má para acontecer, muito pior a meio da noite!

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  2. Uiiii...realmente acordar e ver esse cenário :( abracinho *

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  3. Ai que pesadelo... mas de onde veio essa água toda?

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    1. De um cano! Há uma torneira na marquise e estragou-se. A água tem tanta pressão e o cano era tão largo, que em pouco tempo inundou a casa toda...

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