sábado, 29 de novembro de 2014

Os senhores da Nestlé andam a brincar comigo.

Estais com certeza recordados (ou não, que não é propriamente um tema de interesse público) do meu dilema relativo ao trágico desaparecimento do melhor-chocolate-em-pó-do-mundo: 
http://derepentejanostrinta.blogspot.pt/2013/08/e-o-fim-do-mundo.html
http://derepentejanostrinta.blogspot.pt/2014/01/a-tragedia-o-horror.html
http://derepentejanostrinta.blogspot.pt/2014/02/nao-e-mesma-coisa.html

Pois. Se sobrevivi este tempo todo, foi apenas porque o maravilhoso supermercado do El Corte Inglés continuava a ter stock do dito cujo. Comprava aos dois de cada vez, sempre com receio do dia em que lá chegasse e não visse a minha latinha castanha. Esse dia chegou. Na semana passada. Não vi uma, mas duas! A do costume, com uma nova imagem e outra nova, muito parecida:

"Ah e tal, não tem saída, por isso vamos descontinuar o produto. Toma lá uma porcaria parecida, a ver se te calas". E agora aparecem-me com dois! Então isto faz-se? Já dizia o outro: não há fome que não dê em fartura. Pelo menos agora não preciso de quase ter uma crise nervosa de cada vez que entro no corredor dos cafés e afins. Claro que fiquei no dilema de escolher um deles. Acabei por trazer o do costume (que por acaso está em espanhol, pelo que tenho a leve suspeita de que continue a não o encontrar noutros pontos de venda) mas fiquei com a ideia de um dia comprar o outro para experimentar. 
E pronto. Parece que posso continuar a acordar descansadinha todos os dias, que o chocolate em pó para o pequeno-almoço não se vai acabar de um dia para o outro. 

Tudo uma questão de espaço...

Não gosto de casacos de penas. Especialmente daqueles que dão às pessoas do dobro do volume. . E acho mal que os usem. Um dia destes, no metro, fui completamente espremida, porque as duas criaturas à minha esquerda tinham vestidos casacos tão volumosos, que ocupavam mais meio lugar! Sério. Sem exageros!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Se eu morrer em circunstâncias estranhas,

saibam que foi de tédio e façam o favor de mandar prender o meu colega de trabalho que consegue, sempre, mas sempre, opinar como um especialista em todo e qualquer assunto. Consegue tornar qualquer tema de conversa na coisa mais chata que se podem ouvir. Haja paciência!

Filmes muito bons e um livro muito mau!

Consegui ver, nas últimas duas ou três semanas, os dois melhores filmes a que assisti o ano todo: Gone Girl (argumento para lá de fantástico de um  dos meus realizadores favoritos. Interpretação brutal da Rosamund Pike) e Nightcrawler (Argumento bom e interpretação mais do que brutal do Jake Gyllenhaal). Curiosamente, ambos têm um ar de psicopata que é uma coisa assustadora. No caso do segundo, é mesmo o actor que segura a história, de tão bem que está na personagem. 

Ontem fui ver Hunger Games. Foi assim meio que fraquinho. Imagino que, para quem não sabe como acaba a história, deve ser bastante frustrante ficar ali assim a meio da coisa. 

Entretanto estou, pela primeira vez na minha vida, prestes a deixar a meio um livro, de tão mau que é. Só de pensar que estive com ele na mão para o comprar. A sorte é que acabaram por mo emprestar, senão seria um grande desperdício de dinheiro. 1Q87, do Murakami: a maior desilusão literária da minha vida. Odeio! Odeio a história, a forma como ele a conta, as palavras de usa, a maneira forçada como algumas coisas acontecem. Um horror! Já me falaram muito bem do livro e do senhor, mas não consigo. É mau demais. Chega ao ponto de me irritar a sério e dou comigo a fazer caretas para o livro quando encontro algumas coisas mesmo mal escritas. Apetece-me bater no homem!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Vamos brincar às diferenças II:

Na empresa onde trabalhava, a querida da patroa pensou em mandar trocar as cadeiras do escritório. Não, não estava preocupada com o nosso conforto. Era mesmo porque estavam velhas e ficavam feias. Entretanto decidiu que era melhor mandá-las estofar. Sempre ficavam mais bonitas para as visitas.
A rica ex-patroa encomendou computadores novos. Mas só as torres. Monitores novos (como o dela) não, porque era muito compridos e não iam ficar bem, além de a impedirem de nos vigiar convenientemente. 

Há cerca de um mês pedi uma cadeira nova porque a minha não estava a 100%. Hoje chegou. Novinha e super confortável. Agora falta o monitor, que também já está requisitado. Sim, que isto de trabalhar num portátil arruina-me as vistinhas. 
O chefe já regressou à Nigéria. Antes de ir fez questão de nos ir pagar um copo de despedida depois do trabalho. Assim como nos ofereceu o almoço quando chegou. 
Nota-se muito que trabalho numa empresa estrangeira?

domingo, 16 de novembro de 2014

Lamechices de um Domingo à lareira

O FM esteve cá. E já foi. Assim numa espécie de visita relâmpago. O pouco que foi, soube muito bem. E hoje dei comigo a pensar que, a vida toda, eu disse que jamais teria uma relação à distância. Também disse que jamais iria namorar com um gajo lá da terrinha e oh pra mim! Isso e muito mais coisas que não posso aqui escrever, que ele já memorizou a morada do estaminé e volta e meia vem cá espreitar (levei logo com a boa do gajo com pinta do outro post!). 
Mas a verdade é que quase tudo o que, durante 30 anos, eu disse que jamais faria, deixou de fazer sentido. Outras teorias estão a ir por água abaixo, sobrando só uma piquena (gigantesta) questão que está por resolver na minha cabeça e que, honestamente, não sei se a idade vai tratar de simplificar, ou se só mesmo com a ajuda de um psicanalista. 
Ontem, uma das amigas dele, num momento de pura bebedeira que lhe deu pra lamechice, insistia que eu era a mulher da vida dele e que ele sempre esteve à minha espera. Por acaso acho que era eu que estava à espera dele. Já aqui disse que soube que era ele o meu FM no dia em que fiz 30 anos e o conheci. Era mesmo de um gajo com este mau feitio que eu estava à espera! E agora sinto-me tentada a dissertar sobre a forma como me sinto segura ao lado dele, de como encaixamos de uma maneira estranhamente perfeita, de como ambos gostamos de coisas pouco usuais e tudo e tudo, mas é melhor não, que depois vou levar tanga. 
O certo é que esta brincadeira já leva quase dois anos (não sei se estão recordados que o meu recorde era de 9 meses. Pois. Sou uma rapariga de pouca paciência. E que se cansa muito facilmente. E se calhar também tenho um feitio especial). Mas agora não me canso. Nem quero mais ninguém. E eventualmente, quero passar o resto da minha vida com ele. E agora vou ali pôr lenha na lareira antes que este blog se torne num degradante tasco sentimental. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Vamos brincar às diferenças:

A pessoa responsável pela área na qual trabalho, que está na Nigéria, mas que é israelita, veio ao Porto para nos conhecer e ter um feedback da nossa parte. Tem 29 anos e lidera duas equipas, uma com cerca de 90 pessoas e a outra, em Casablanca, com mais de 30.
Nota-se muito que não trabalho numa empresa portuguesa?

The new black!

Ainda em relação ao post anterior.
Sabeis de quem é a culpa de eu andar a ficar consumista?? Do azul marinho! Sempre adorei o raio da cor, mas não se encontrava grande coisa. Agora alguém decidiu que está na moda e vai de fazer a roupa toda em azul marinho. E bordeaux. E que giras que são estas cores...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A roupa de Inverno desgraça-me!

Se passei meses a correr de loja em loja e a sair de mãos vazias porque não encontrava nada de que gostasse realmente, desde que entrou a nova colecção tem sido uma desgraça! Gosto de tudo pá! Vá, de tudo não, mas gosto de muitas coisa. Demasiadas! A sorte é não serem peças muito caras, senão ia à falência num instante...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Numa qualquer paragem de autocarro:


Agora imaginem lá o que é que uma pitosga como eu conseguiu ler a uns metros de distância!

domingo, 2 de novembro de 2014

Momento WTF do dia:

Vi determinada foto que um gajo colocou no Face e, mentalmente, critiquei-a devido ao tema que representava. Dei-me ao trabalho de ver quem era o génio que mete uma cena daquelas no mural. Cheguei à conclusão de que não o devo conhecer de lado nenhum e perguntei-me que raio fazia ele na minha lista de amigos.
Ontem fui fazer uma reportagem com um grupo de pessoas. Apareceu lá um gajo de barba que eu nunca tinha visto na minha vida, mas que tinha uma certa pinta. 
Acabo de me deparar com uma foto desse mesmo gajo no Face. Feita cusca vou ver o perfil dele.
Descubro que é o primeiro gajo, o que meteu a tal foto. Isto é estranho pra caralho ou quê?

Gostava de ter um título fabuloso para este post, mas não tenho, por isso, leiam sff. É dos sérios.

Esta semana tive uma epifania. 
Debatia-me esta semana com o dilema de ter dois jantares, na sexta e ontem à noite, em pontos completamente distintos, sendo que, pelo meio, era obrigada a ir à aldeia fazer umas coisas, o que não dava jeito nenhum. Ir a ambos implicava umas viagens a mais, além dos gastos com as jantaradas e respectivas saídas, por isso estava a tentar decidir a qual dos dois ir. Sendo que o de sexta já estava marcado, ponderava faltar ao de ontem, que reunia o pessoal da corrida. E o que eu queria jantar com eles!
Foi então que me ocorreu: caramba! Eu tenho mesmo é de ir aos dois, porque esta vida são dois dias, amanhã dá-me uma coisinha má e eu perco isto tudo. Há que aproveitar enquanto cá andamos. 
Sendo que nunca fui muito seguidora da ideologia do "carpe diem", considerando que não temos de fazer tudo de uma vez porque há tempo para tudo, dois acontecimentos da semana passada fizeram-me começar a ver as coisas por outro prisma.

1. No dia em que fui ao hospital fazer os meus exames, fiquei a saber que um primo do meu pai, com 60 anos, estava lá internado. Com um cancro. Galopante. E sem a mínima esperança de sobreviver. Eu não o conhecia pessoalmente porque ele nunca aparecia em casa da mãe para os habituais convívios entre irmãos e primos. Conheço todos os outros, convivo habitualmente com eles e adoro-os, mas daquele só tinha ouvido falar. E ele morava ali "ao lado". Aquele homem passou a vida a trabalhar para manter a mulher e a filha. Depois, a mulher, a filha e os netos. Ninguém mais o ajudava naquela casa, nem que fosse a plantar duas batatas e umas couves no quintal, que está de velho. Aquele homem não passeou, não conviveu, não foi de férias nem aproveitou o lado melhor da vida. Agora tem um tumor na tiróide e zero esperança de vida. E a vaca da mulher está sentada ao lado dele, na cadeira, com cara de frete. Quando o visitei, ele já mal conseguia respirar. Perguntei se estava assim há muito tempo. Quatro semanas. E, mesmo assim, a vaca da mulher e da filha deixaram-no meter-se outra vez num avião a caminho de França, para voltar ao trabalho nas obras. Senão estivesse entubado, já tinha morrido. Como está no hospital, é capaz de viver mais dois meses.

2. Cinco dias depois fiquei a saber que um tio meu tem um cancro no fígado. Já não me lembro de o ver, porque ele é um bicho do buraco que passa a vida a trabalhar no campo, que não vai a lado nenhum, nem casamentos, nem aniversários, nem porra nenhuma. Aquele homem também não passeou, não conviveu, não foi de férias nem aproveitou o lado melhor da vida. Agora vai fazer quimioterapia, mas nem sei quais são as probabilidades de cura ou sobrevivência, porque parece que a doença dele é uma espécie de segredo de estado e não se pode comentar nem perguntar a ninguém. 

Posto isto, decidi que tinha mais era que ir aos dois jantares, estar com os meus amigos, aproveitar o tempo da melhor maneira possível e fazer da minha vida uma passagem repleta de bons momentos. Porque, efectivamente, só cá estamos de passagem. Por isso, é bom que façamos dela uma grande festa!

A intenção estava lá. A vontade é que nem por isso.

"Ah e tal, vou aproveitar o Domingo para trabalhar no jornal, para limpar e arrumar a casa. Lá para o fim do dia vou correr, que esta semana mal treinei". 

O que é que eu fiz o dia inteiro? Comi, estive na net e vi TV. 
Vá consegui sair para ir fazer umas compras, mas só porque precisava mesmo de um rato para o portátil e de uma lâmpada para o candeeiro da sala. Tudo com o intuito de me dedicar ao trabalho durante a tarde. Pois.