quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sim, eu também vejo (algumas) novelas. E quê?

Apesar de não ser muito dada a novelas, de vez em quando apanho uma ou outra com histórias diferentes, que me fazem seguir mais ou menos a coisa. Embora eu goste mais do início, perca a paciência pelo meio e volte a ver quando se aproxima o final...
Pois agora que eu me tinha livrado da Guerreira, que dava tardíssimo e me fazia deitar a horas indecentes, a Sic começa a passar uma novela de época, com uma história muito engraçada. 
Para já, ganhou um Emmy Internacional de melhor novela. Depois retrata o início do século XX, com a República acabadinha de implementar, a recente abolição da escravatura, a chegada do futebol ao Brasil e o início da emancipação feminina. Além disso, conta com grande actores, mas, sobretudo, com grandes actrizes, que dão corpo a personagens muito interessantes, como a filha que quer ter uma carreira profissional (e que mais tarde vai escandalizar toda a gente ao pedir o divórcio) e a mãe que ainda não se habituou ao facto de ter deixado de ser baronesa e de ter escravos, tentando, à força toda, que a filha siga os seus passos (retrógrados). Ou seja, o desenrolar da história é sempre baseado numa série de factos históricos e culturais que dão outro interesse à novela, muito para além da simples historinha de amor. E olhem que a desta até é bem bonita e original.

As duas personagens principais lutam por direitos diferentes (e semelhantes ao mesmo tempo).

A má da fita. Que por acaso está linda de morrer nesta novela!

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