sexta-feira, 14 de março de 2014

Sonho ou pesadelo??

Eu sonho muito. Todas as noites. Praticamente todas as horas. São sempre sonhos tão complexos e recheados de pormenores, que davam um bom argumento para o Spielberg. Não me lembro de uma noite em que não tenha sonhado... Mal começo a adormecer, começam, literalmente, a passar-me cenas à frente dos olhos. E mal acordo, sei que acabei de sonhar. Adormeço cinco minutos e sonho. Enfim, é uma cena cansativa que, desconfio, ainda me vai levar à loucura (a mais), pois a maior parte das vezes tenho a sensação que não descansei de noite.
Para terem uma ideia, esta noite sonhei que estava grávida... (revirar os olhos). Quem me conhece sabe que nunca quis ter filhos. E felizmente só sonhei quatro vezes na vida com este estado. Esta foi a quinta. Ao contrário das outras vezes, em que chorei, esperneei e gritei que não era justo, que não podia ser e que tinha de ser um engano, neste sonho estava mais calma. E barriguda... Mas nem por isso contente por estar grávida. A angústia estava lá. Numa altura em que a barriga ainda não estava muito grande, o meu pai dizia que era as más línguas a acusar-me de estar grávida, mas que era mentira, que eu só estava inchada (!!!!!). Realmente, para tantos meses, a barriga até era pequena, porque consegui vestir umas calças de ganga que tenho. Enquanto o povo andava todo contente com a novidade, eu só pensava na minha vida. Em tanta coisa que tinha para fazer e que ia ficar de lado por causa da gravidez... Depois já tinha uma barriga enorme (nesta altura já estou a escrever isto meio encolhida) e cheguei ao ponto de ir para o hospital, para ter a criança. Felizmente não cheguei a sonhar com as dores nem com o parto, mas de repente já tinha um filho. Ao qual, diga-se de passagem, não dei grande atenção, porque queria era recuperar a minha mala, que tinha deixado numa espécie de portaria, onde trabalhava um gajo da minha empresa que eu odeio. Ninguém encontrava o raio da carteira e eu desesperava, porque tinha lá as chaves de casa, o telemóvel e os documentos. A criança devia estar em casa da minha mãe. Já não é a primeira vez que sonho que tenho um filho e o despacho para a avó. 
E agora está toda a gente a pensar: ai, que insensível e tal. Mas que querem? Sonhos não se controlam. E eu nunca quis filhos. Está bem que com a entrada do FM na minha vida, já coloco a hipótese de pensar nisso. Só pensar! Mas a verdade é que não sei se algum dia vou ter coragem. Ou vontade. A não ser que seja um acidente (lagarto, lagarto). 
E não, isto não são desejos recalcados. Apenas estive ontem à tarde a conversar com uma amiga, que me contou a história mirabolante do anormal do meu ex, que vai ser pai. Daí o raio do sonho. 

E pronto. Ia contar também o da noite anterior, em que entrei no último filme do Harry Potter (de um livro desconhecido, que ainda não tinha sido publicado), mas já me estiquei pra caraças com a cena da gravidez...

PS: Enviei sms ao FM, a contar o que tinha sonhado. Resposta: "Será? Gosto da ideia!". Apeteceu-me fazer-lhe pilas (para quem não sabe, é assim: .|.), mas limitei-me a responder: "Não será nada!". 

1 comentário:

  1. Eu chego a lembrar-me de 3 a 4 sonhos por noite mas tenho noção que sonho muito mais.
    Na 4ª fui ao cinema e passei pelas brasas, mas uma coisa levesinha porque estava a ouvir tudo. Comecei logo a sonhar.

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