quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os dilemas que já não são da Maya

Hoje decidi instalar-me na sala a tomar o pequeno-almoço e a ver TV. Estava na Sic. O que é que eu apanho?? O Dilema!! Que já não é da Maya, mas sim de outra croma qualquer, sem o nariz e as unhas de bruxa. 
A mulher acaba de falar e apresenta o dilema de Maria Quitéria (se não era este nome, era um parecido). Começa a musiquinha deprimente, entra uma foto da senhora nos anos 80 e começa a história... Só ouvi a parte em que correu tudo bem. Se é que casar com um primo direito pode ser considerado correr bem... Entretanto, não cheguei a saber da desgraça, porque cortam a história para começar os telefonemas das pessoas que não são pobres de dinheiro (se fossem não se punham a ligar para lá) mas sim de espírito, porque acham mesmo que assim vão resolver os seus problemas.
Acabei de tomar o piqueno-almoço e fui à minha vidinha enquanto, provavelmente, alguns milhares de pessoas continuaram coladas à TV para assistirem ao desenrolar do dilema da Maria Quitéria... Alguém tem de contribuir para o lucro das estações privadas, né?
Depois ouço dizer: ah e tal, a televisão portuguesa não passa nada de jeito! Meus amigos, já dizia um professor meu na faculdade: a tv só dá aquilo que nós queremos. É feita por nós, pelo que escolhemos ver. E os portugueses continuam a escolher assistir aos dilemas, aos Splashes, aos Big Brothers e afins.

1 comentário:

  1. É aquilo que vende... as tv's só vão atrás daquilo que vende.

    ResponderEliminar