domingo, 9 de dezembro de 2012

Instintos assassinos

Juro que ontem tive ganas de matar uma mulher no metro.
Sentei-me ao lado dela e, dez segundos depois, apercebi-me de que tinha cometido um erro terrível. A mulher mascava chiclete! Mascava, chupava, estalava, fazia bolas e rebentava-as... Uma chinfrineira absurda.
A minha vontade era agarrá-la pelos cabelos e dar-lhe com a cabeça na janela do metro até ela largar a porra da pastilha e pedir desculpas por me enervar tanto!
Mas vá, controlei-me, levantei-me e mudei de lugar. Devia era ter mudado de carruagem, que mesmo a uns metros de distância, ainda podia ouvir aqueles barulhos irritantes e vê-la mascar aquela coisa de boca aberta.

Não, não ando muito sensível. Mas há sons que me irritam. Profundamente. Sons feitos com a boca (seja a mascar pastilhas, a chuchar rebuçados ou o rai que parta) tiram-me do sério. 
E pronto. Apetece-me matar gente. 

Portanto, para vossa própria segurança, de agora em diante, por favor, masquem a porra da chiclete com a boca fechada. De preferência em modo silencioso. Não vá eu estar por perto...

2 comentários:

  1. No outro dia aconteceu-me no comboio. A viagem inteirinha. Ainda mandei um dos meus olhares assassinos mas a rapariga não se tocou.

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  2. Ui, isso é a descrição do chunguedo.

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