quinta-feira, 25 de maio de 2017

Vida de desempregada: seis semanas

Só para meter nojo, tenho a dizer que fui à praia na terça e ontem. E, minha gente, estava melhor do que no verão! Sem vento (o que cá em cima é uma espécie de milagre), um calorzinho maravilhoso e a água a uma temperatura praticamente agradável. A época de mergulhos foi oficialmente inaugurada!
Entretanto há que continuar a ir às entrevistas. É bom que não voltem a calhar num dia de sol com 30 graus...

terça-feira, 23 de maio de 2017

Anda tudo com a mania que é fit e saudável. Menos eu!

Ó gente! Isto da comida saudável, dos super alimentos e das sementes não estará a ficar um bocadinho exagerado?
De cada vez que vejo pequenos-almoços alheios com papas de aveia e sementes de linhaça, já dou por mim a revirar os olhos. Quanto tempo acham que vai durar a moda? Sim, convençam-se: é uma moda. E vai passar.
Pois eu, não vivo sem as minhas torradinhas! Com muita manteiga, se faz favor! Na loucura, sou capaz de comer uns cereais. Mas com leite achocolatado ou iogurte líquido, que eu odeio o sabor do leite simples.

E nem pensem em tirar-me a massinha com carne, os rojões ou o franguinho de churrasco com arroz seco e batata frita.

Alimentação saudável? Pá, tem dias. Não quero correr o risco de exagerar!




sexta-feira, 12 de maio de 2017

Os meus amigos do Facebook são melhores que os Vossos!

Neste momento. Porque depois de jantar pode já não ser. Convém aproveitar a onda.


Diário de uma desempregada: 4 semanas.

Então Lois, como vai essa vidinha de desempregada?
Ora bem, para já bastante ocupada. Saí da empresa quase há um mês. Por um lado parece que foi há uma eternidade. Por outro lado, estas semanas passaram a correr. Dez dias no laréu lá pela Polónia e os restantes no laréu entre a aldeia e a cidade.
Nos entretantos, ficou este tempinho de caca, o que até veio a calhar, que tenho o jornal todo por fazer e dá jeito ficar em casa. Se estivesse sol, de certeza que já andava por aí a passarinhar. Assim, fico em casa, agarrada ao pc. Digamos que tenho conseguido trabalhar uma média de meia hora para cada duas. Não me parece lá muito rentável.
Mas diz que a partir de domingo o bom tempo volta e eu quero muito ir apanhar um solinho, por isso tenho mesmo de começar a despachar isto.
Entretanto, já andei nas compras com a senhora minha mãe e, sem contar, arranjei a fatiota para o batizado da afilhada mais linda deste mundo! Assim um bocadinho diferente do que estava à espera, mas dentro do modelo que queria. É daqueles que se adora ou se odeia. Até lá, espero não me arrepender.

E pronto, para já, ainda não stressei por não estar a trabalhar. Claro que quase todos os dias penso nisso, mas estou a tentar seguir os conselhos dos pais e dos amigos: aproveitar estas "férias", descansar e procurar outra coisa com calma. Vamos ver por quanto tempo resulta este mindset.





sexta-feira, 5 de maio de 2017

Voltei voltei, voltei de lá!

Ainda agora estava na Polónia e agora já estou cá.
E, deixe-me que vos diga, apanhei um frio que nem é bom. Uma pessoa sai do Porto com um tempinho tão agradável, para chegar a Varsóvia e levar com um vento gélido e pra i menos uns 20 graus na tromba. Ainda bem que fui equipada a rigor. Que é como quem diz, levei roupa pra caraças. Tanta, que tinha mais peso do que devia na mala e ainda tive de largar uns euros no aeroporto.
De resto, foi espetacular!
Dez dias bem passados, com o amigo do coração, e sete cidades visitadas. Ficou ainda tanto por ver!
Minha gente, aquele país é fantástico. Tem uma história devastadora, que vale a pena conhecer, mas também é um exemplo de superação. Museus brutais e super modernos, uma rede de transportes que faz inveja a muito país e parques a perder de vista. 

Quando descarregar as fotos da máquina, vou ver se deixo aqui algumas. Já sabeis que sou uma preguiçosa e que existe uma forte possibilidade de isso não acontecer, não já?? Só para não criar grandes expectativas!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Hora de fazer a mala!

A modos que amanhã vou de férias! Sendo que estou desempregada, se calhar não lhe posso chamar férias!... Mas adiante. Tenho de fazer a mala. Com casacos de fazenda, gorros, camisolas quentes e afins.
Destino? Polónia!
Ando há uma semana a ver a previsão do tempo. E as mínimas continuam a ser de um e dois graus.
Agora vamos todos juntar as mãozinhas e rezar para que a coisa melhore.

sábado, 15 de abril de 2017

Partiram-me o coração.

Há coisas que realmente nos quebram o coração. Por norma, são homens ou mulheres que não correspondem ao nosso sentimento, que nos traem ou que nos desiludem. No meu caso, é o trabalho.
E, pela segunda vez na minha vida, o trabalho partiu-me o coração. Foram pessoas, naturalmente, que o fizeram. Mas são rostos quase, ou totalmente desconhecidos, por isso não consigo associá-los à tristeza e frustração que me causaram. Apenas o nome da empresa.

Não sei se ainda se lembram, mas há cerca de um ano e meio, eu e mais umas dezenas de pessoas fomos despedidas da empresa mais espectacular onde trabalhei. Foi um golpe duro, do qual custou muito a recuperar. Entretanto fui trabalhar para Braga, não me dei muito bem por lá e acabei por voltar para o Porto.

Voltei porque surgiu uma oportunidade de trabalho que eu achei que ia mudar a minha vida. Fui a três entrevistas, onde me espremeram ao máximo, para finalmente considerarem que eu tinha o perfil perfeito para a função que ia desempenhar. Deram-me um contrato sem termo, um telemóvel, seguro de saúde, formações, um ambiente de trabalho incrível e um lugarzinho num dos mais prestigiados grupos do país.
E eu pensei: é agora! É agora que a minha carreira vai ganhar o rumo que eu sempre quis. É agora que vou conseguir alcançar todos os meu objetivos e cumprir os meus sonhos.

Para explicar melhor a dimensão disto, deixem-me esclarecer que, desde que me conheço por gente, o meu sonho nunca foi casar, ter filhos e ser feliz. O meu sonho era o trabalho. Sempre foi. Ao contrário da maioria das pessoas que conheço, se estiver num trabalho de que goste e que me faça feliz, então tudo o resto deixa de ter importância. São apenas detalhes.

Então, pensei eu, finalmente o meu sonho ia concretizar-se, porque eu estava num grupo gigante, com várias empresas e podia trabalhar ali o resto da minha vidinha, sem me aborrecer, porque existiriam sempre novas oportunidades. 

Só que não. A empresa não estava a dar o lucro pretendido e era preciso fazer cortes. E, já se sabe, os cortes fazem-se despedindo pessoas. Jamais se pense que os administradores vão deixar de trocar de carro a cada dois anos e de escolherem sempre modelos topo de gama, cujo preço dava para pagar vários anos do meu salário, para diminuírem os custos da empresa.

Primeiro foi metade da equipa de Espanha, depois a restante, nomeadamente o meu chefe. Foi nomeada uma nova responsável pela área e definida uma nova estratégia. Estratégia essa que já não pretendia um perfil como o meu. Que já não queria contar com a minha equipa. Que queria passar a subcontratar aquele tipo de serviços e, por isso, cinco meses depois de estar a viver o meu sonho profissional, fui chamada para me dizerem que, afinal, eu já não tinha lugar naquela empresa, porque queriam uma estrutura mais light!

Não consigo explicar tudo o que senti quando percebi o que estava a acontecer. Para mim era quase o fim do mundo. Afinal, aos 34 anos, quem é que quer andar outra vez à procura de emprego, a ter de recomeçar, sem saber bem o que vai fazer da vida a seguir?

Estive a trabalhar mais de um mês, a saber que não ia ficar lá. A saber que me atraíram com promessas e depois me tiraram o tapete, assim à bruta. Passei pela fase de revolta, de descrença e de tristeza, até que percebi que realmente eu não podia ter feito nada para contrariar aquela decisão. E olhem que bem tentei! Foi esgotante e cansativo. E, finalmente, cheguei àquele ponto em que tive de me mentalizar que não dependia de mim e que tinha de me desprender daquilo. Foi o que fiz. Aliás, é o que tenho feito. Ou tentado. Uns dias mais animada que outros, mas motivada para enviar currículos e enfrentar o que aí vier.

E, para já, o que se aproxima são férias! Uma semana de descanso e depois 10 dias na Polónia com o amigo do coração.

Quando voltar, logo se vê o que vai ser da minha vida. Só sei que não posso deixar de fazer o esforço de pensar positivo. Afinal, há coisas bem piores, já diz a minha mãezinha. Para mim não é bem essa a verdade, mas é a que eu tento interiorizar. Não é o fim do mundo. Não o foi da primeira vez e, com certeza, não será desta.

Do meio ano que passei naquela empresa ficaram as experiências, as aprendizagens e, sobretudo, as pessoas fantásticas que conhecei e que, tenho a certeza, irão permanecer na minha vida. E a mágoa. De ter sido apenas mais um número riscado, no meio de orçamentos de milhões. Mas, quem sabe se o melhor ainda estará para vir?