terça-feira, 30 de outubro de 2018

Ainda sobre o tema do post anterior, mas em modo "muito pior".

Descobrimos recentemente que um dos meus tios tem cancro no pulmão.
Graças à minha rica tia, sua esposa, já todo mundo sabe, porque ela fez questão de publicar no Facebook uma foto dele internado no hospital, com direito a tubo de oxigénio no nariz e tudo, para adicionar mais drama à imagem.
Claro que já tem uma centena de comentários a fazer perguntas sobre o estado do homem.

Há umas semanas morreu de repente um senhor, lá na terrinha. No mesmo dia, poucas horas depois, já uma das filhas fazia publicações sobre isso. Umas horas depois! A sério, quem é que perde um familiar tão próximo e vai logo a correr para as redes sociais dizer a todo mundo que está a sofrer muito?

Eu sabia que este mundo estava cheio de imbecis. Mas, caramba, tinham de ser tantos??





segunda-feira, 15 de outubro de 2018

As redes sociais são a nova vizinha do lado: dizem-te sempre quem namora e quem acaba.

Nos tempos de Lois Lane, que todos sabeis ter 164 anos, namorava-se, acabava-se, e só ficavam a saber as pessoas mais próximas ou os cuscos de serviço, sempre atentos à vida dos outros.
Nos tempos de hoje, em que todo mundo escarrapacha a vida nas redes sociais, nem sequer temos de estar atentos para saber que alguém terminou uma relação.
Por norma, existem várias reações que fazem saltar à vista o fim de um namoro que se prometia eterno e, mesmo que uma pessoa não esteja nem aí para a vida dos outros, acaba por perceber de imediato. 

Atentai nos exemplos mais clássicos:
1. De repente desaparecem todas as fotos que tinham com a cara-metade;
2. A pessoa que ficou com dor de corno passa a publicar constantemente frases profundas de como é melhor estar só do que mal acompanhado, ou de como nunca se conhece as pessoas verdadeiramente e que surpreendem sempre pela negativa;
3. A pessoa que ficou com dor de corno desaparece uns dias do feed e regressa em força com muitas selfies em locais espetaculares, rodeada de gente muito cool, para provar que está muito melhor sem a outra pessoa e que não está a sofrer minimamente com o facto de ter levado um pontapé no rabo;
4. A pessoa que terminou, sendo gajo, começa imediatamente a falar com tudo o que é gaja da sua lista de contactos, com a maior naturalidade do mundo, mesmo que não dissesse um "oi" há dois anos e sete meses.

Eu, culpada me confesso, também já escarrapachei algumas (na verdade foram só duas) relações por esses Facebooks fora. Mas quando a coisa terminou, não fiz nada do que acabei de descrever. Talvez por isso, durante meses muitas pessoas me perguntaram pelo falecido, sem se terem dado conta que já não estávamos juntos.
Aprendida a lição, há muito que prefiro guardar as coisas importantes para mim e deixar para as redes sociais apenas aquilo que quero que os outros saibam da minha vida. E vai sendo cada vez menos.




segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O outono está a matar a Dorothy que existe dentro de mim.

Lois Lane queria uns sapatinhos abertos ou uma sandalitas fechadas, para poder usar no Outono. Estão a ver aqueles dias mais frescos, em que ainda está bom tempo, mas que já pedem uma meia fininha nos pés? Em que já não dá para usar sandálias, mas também é cedo para botas?

Depois de investigar, Lois Lane encontra os sapatos / sandálias perfeitos, na amiga e sempre fiel Lefties. Lindos de morrer, mas com a desvantagem de só existirem numa cor: vermelho. 

O número para o pezinho de Cinderela só existia numa mísera loja, pelo que Lois Lane prontamente reservou o tão desejado par e foi, a correr, comprá-lo no dia seguinte.

Agora, Lois Lane poderia ser a Dorothy da Inbicta, não fosse o facto de serem 9 da manhã e já estarem mais de 25 graus lá fora! Parece que o S. Pedro continua confuso e se voltou a esquecer da mudança de estação, visto que estamos com dias mais quentes do que tivemos no Verão.

E os sapatilhos vermelho, lindos de morrer, estão em casa, abandonados, à espera de dias mais frescos...





quinta-feira, 20 de setembro de 2018

As desvantagens de sofrer de vergonhite aguda.

Estais a ver o blind date que a minha amiga me arranjou?

Pois bem, voltámos a uma das questões mais difíceis a que a Humanidade tenta, em vão, responder, vai para séculos. Ou então talvez seja só eu. 

Quantas vezes tens de recusar um convite, até que a outra pessoa perceba que não estás interessada? 

Se eu tivesse de atirar um número para o ar, diria duas. A primeira vez até acreditas que o indivíduo (masculino ou feminino) está com uma semana muito ocupada, ou que está com problemas pessoais e precisa de tempo para estar sozinho (sim, são duas das minhas desculpas mais recorrentes). 
Mas quando convidas a segunda vez e o indivíduo volta a dizer que não, apresentando nova desculpa esfarrapada, devia automaticamente estar subentendido que não está para aí virado e que, provavelmente, é apenas muito polite, envergonhado ou whatever para dar assim um não redondo. 

Eu sou essa pessoa. Eu sei que devia ser sincera, mas não consigo dizer assim na lata: "Desculpa, mas não quero. Não vai dar. Pára de me chatear. Baza!". E então vou recusando, sempre com desculpas muito credíveis (ou não) a ver se a pessoa se manca e desiste. É a chamada técnica de vencer pelo cansaço.

Aparentemente não resulta...




terça-feira, 11 de setembro de 2018

Estão a ver aquela expressão que diz "só me saem duques e cenas tristes?". A mim nem isso. É só malucos mesmo!




segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Ter medo é... Quando a tua amiga te arranja um blind date!

As pessoas são coscuvilheiras e adoram saber da vida alheia. Sobretudo da amorosa. E todos sabemos que isto piora mil vezes nas terras pequenas. 
Ora, a minha rica vila de origem não foge à regra. Talvez por isso, mas também porque estou numa fase em que não me apetece ter de dar satisfações a ninguém, desde que terminei com o falecido, nunca mais ninguém lá na terrinha me viu com ou ouviu falar de gajos. Para todos os efeitos, estou sozinha e solteira há dois anos e meio.
Só que esta estratégia é uma "faca de dois legumes". Porque metade da minha família e dos meus amigos acham que estou sozinha há demasiado tempo e que têm de me arranjar namorado.

Uma amiga de infância andava há meses a dizer que o marido tinha um amigo que era perfeito para mim, que tínhamos imenso em comum, que era muito bom rapaz, blá blá blá. A minha resposta foi: "Estás a gabá-lo demasiado. É assim tão feio?". Disse que não, mas que era era tímido. Andou meses a tentar arranjar um encontro, até que, na semana passada, lá fui jantar com a criatura.

Efetivamente não era feio e, sim, era simpático e até muito conversador. Mas no final do jantar eu pensei: "Caramba! A D. conhece-me mesmo mal. Ou acha que estou realmente desesperada!". Quem me conhecesse minimamente, sabia que isto jamais poderia resultar num romance. Mesmo tendo alguns gostos em comum. Simplesmente não é o meu tipo de pessoa.

O problema? Aparentemente fui a única dos dois a achar isso...





quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Quando descobres a nova namorada do teu ex.

Quem nunca teve um ataque de ciúmes por saber que o ex tem outra pessoa, que atire a primeira pedra!

Eu, Lois Lane, me confesso, tenho muita dificuldade em lidar com o sentimento de posse e de perda. Não quero para mim, mas também não quero que seja para mais ninguém. Parvo, com certeza, mas entretanto passa, até porque fui eu que o deixei à solta.

Pelo menos parece que ele finalmente encontrou a pessoa que merecia. If you know what I mean.

Muahahahah!