terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Lois Lane sofre com resoluções de Ano Novo alheias.

Por falar em ano novo, estou mortinha que passem estes primeiros meses. E porquê, perguntais vós?

A ver se a malta das resoluções do "este ano vou emagrecer e ser fit" desampara a loja. A partir da primeira semana de Janeiro, passámos a ser mais que as mães no ginásio. 
A corrida desenfreada por um cacifo vazio, a espera por um chuveiro livre, o desespero de conseguir vestir os collants sem levar com um rabo alheio na cara... Já para não falar nas aulas, que agora estão sempre à pinha com gente equipada com os conjuntos da moda, mas que aos dois minutos de treino já bufa por todos os lados.
Desconfio seriamente que os professores gostam das aulas à pinha, tanto como eu. Se fosse a minha primeira aula de Funcional e levasse com 45 minutos de treino quase militar, nunca mais lá punha os pés. Acho que essa é a estratégia deles e espero sinceramente que resulte.




Estais a ver quando tudo corre tão bem, que até temos medo do que possa vir por aí?

Estou assim.

2019 está a ser bastante perfeito.

ME-DO.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Telegrama natalício de Lois Lane

Pessoas! Vim aqui a correr só para vos desejar umas boas festas! Onde quiserem. Eu pessoalmente prefiro no cabelo e nas costas, mas não tenho nada contra quem prefere no rabo ou nos pés.
E dizer que os últimos dois meses foram uma autêntica montanha russa, mas que tenho muita esperança de que 2019 comece bem e que seja um ano decente. Prometo posts a contar tudo. 

Até lá, comei e beber com força, que é o que se leva desta vida. 



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Eis, aqui, a ranhosa de serviço.

Uma pessoa vai de férias por essas Europas fora (que é como quem diz, Bélgica e ali um cantinho da França), leva com temperaturas glaciares (máximas de 3 graus contam como Sibéria), passa a vida no entra e sai de lojas e museus com temperaturas tropicais, faz passeios de barcos daqueles de enregelar o mais recôndito dos ossos, mas, mesmo assim, não se constipa.
Vai um fim-de-semana para a terrinha, passa umas horas na cozinha com o fogão de lenha aceso e já está a caminho da farmácia para comprar CêGripe.

Odeio vida de pobre.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Ainda sobre o tema do post anterior, mas em modo "muito pior".

Descobrimos recentemente que um dos meus tios tem cancro no pulmão.
Graças à minha rica tia, sua esposa, já todo mundo sabe, porque ela fez questão de publicar no Facebook uma foto dele internado no hospital, com direito a tubo de oxigénio no nariz e tudo, para adicionar mais drama à imagem.
Claro que já tem uma centena de comentários a fazer perguntas sobre o estado do homem.

Há umas semanas morreu de repente um senhor, lá na terrinha. No mesmo dia, poucas horas depois, já uma das filhas fazia publicações sobre isso. Umas horas depois! A sério, quem é que perde um familiar tão próximo e vai logo a correr para as redes sociais dizer a todo mundo que está a sofrer muito?

Eu sabia que este mundo estava cheio de imbecis. Mas, caramba, tinham de ser tantos??





segunda-feira, 15 de outubro de 2018

As redes sociais são a nova vizinha do lado: dizem-te sempre quem namora e quem acaba.

Nos tempos de Lois Lane, que todos sabeis ter 164 anos, namorava-se, acabava-se, e só ficavam a saber as pessoas mais próximas ou os cuscos de serviço, sempre atentos à vida dos outros.
Nos tempos de hoje, em que todo mundo escarrapacha a vida nas redes sociais, nem sequer temos de estar atentos para saber que alguém terminou uma relação.
Por norma, existem várias reações que fazem saltar à vista o fim de um namoro que se prometia eterno e, mesmo que uma pessoa não esteja nem aí para a vida dos outros, acaba por perceber de imediato. 

Atentai nos exemplos mais clássicos:
1. De repente desaparecem todas as fotos que tinham com a cara-metade;
2. A pessoa que ficou com dor de corno passa a publicar constantemente frases profundas de como é melhor estar só do que mal acompanhado, ou de como nunca se conhece as pessoas verdadeiramente e que surpreendem sempre pela negativa;
3. A pessoa que ficou com dor de corno desaparece uns dias do feed e regressa em força com muitas selfies em locais espetaculares, rodeada de gente muito cool, para provar que está muito melhor sem a outra pessoa e que não está a sofrer minimamente com o facto de ter levado um pontapé no rabo;
4. A pessoa que terminou, sendo gajo, começa imediatamente a falar com tudo o que é gaja da sua lista de contactos, com a maior naturalidade do mundo, mesmo que não dissesse um "oi" há dois anos e sete meses.

Eu, culpada me confesso, também já escarrapachei algumas (na verdade foram só duas) relações por esses Facebooks fora. Mas quando a coisa terminou, não fiz nada do que acabei de descrever. Talvez por isso, durante meses muitas pessoas me perguntaram pelo falecido, sem se terem dado conta que já não estávamos juntos.
Aprendida a lição, há muito que prefiro guardar as coisas importantes para mim e deixar para as redes sociais apenas aquilo que quero que os outros saibam da minha vida. E vai sendo cada vez menos.




segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O outono está a matar a Dorothy que existe dentro de mim.

Lois Lane queria uns sapatinhos abertos ou uma sandalitas fechadas, para poder usar no Outono. Estão a ver aqueles dias mais frescos, em que ainda está bom tempo, mas que já pedem uma meia fininha nos pés? Em que já não dá para usar sandálias, mas também é cedo para botas?

Depois de investigar, Lois Lane encontra os sapatos / sandálias perfeitos, na amiga e sempre fiel Lefties. Lindos de morrer, mas com a desvantagem de só existirem numa cor: vermelho. 

O número para o pezinho de Cinderela só existia numa mísera loja, pelo que Lois Lane prontamente reservou o tão desejado par e foi, a correr, comprá-lo no dia seguinte.

Agora, Lois Lane poderia ser a Dorothy da Inbicta, não fosse o facto de serem 9 da manhã e já estarem mais de 25 graus lá fora! Parece que o S. Pedro continua confuso e se voltou a esquecer da mudança de estação, visto que estamos com dias mais quentes do que tivemos no Verão.

E os sapatilhos vermelho, lindos de morrer, estão em casa, abandonados, à espera de dias mais frescos...