quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Diz que hoje é dia dos namorados.

Que é como quem diz, dia de torrar dinheiro em jantares com menus duvidosos, a dois centímetros de distância de outros casais e em prendas inúteis (quanto mais vistosas, melhor) para se esfregar na cara dos seguidores das redes sociais.
O Dia dos Namorados devia ser como o Natal. Se os vossos namorados ou namoradas, maridos, esposas e afins, só hoje se lembraram de ter ataques de romantismo, é despachá-los. Depois de pedir uma prenda absurdamente cara, como deve ser.




terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O que acontece quando tens quase 36 anos e decides sair até às sete da manhã.

Lois Lane viu o anúncio de um bar em terra alheia, mas não muito longe da terrinha e decide, na hora, que vai sair no sábado à noite! De imediato manda mensagem aos amigos: Sábado vamos cair na balada, que há funk no sítio de antigamente!
E amigos alinharam.

Chega-se a sábado e Lois Lane, tal e qual fazia na sua juventude, enfiou-se na casa de banho depois de jantar, a fim de se aprimorar para sair. Com pequenas diferenças, na quantidade de maquilhagem e de roupa, sendo que a primeira diminuiu e a segunda aumentou, que isto aos 35, a caminho dos 36, já se sente o frio nos ossos e não dá para sair à rua de manga curta e um sobretudo por cima.
Portanto, foi de calças de napa (ah pois é!) da mãe (ya...), botins de salto médio (esforço extra para não ir de sapatilhas), blusa da Zara recebida no Natal a estrear (claro, com uma camisolinha interior de alças por baixo, para não apanhar uma pneumonia), o belo do casaco de malha por cima, mais o sobretudo, que Lois Lane saiu de casa, toda pimpona, de beiços pintados em beringela.

Café e amena cavaqueira até às 2h30 e quase todo mundo desertou. Ficam Lois Lane, farta de bocejar, mas que se aguenta à bronca e mantém o plano de sair, mais dois amigos. E foram os três para o bar/discoteca. Até às 7h da manhã. Ah pois é!
A última vez que Lois Lane tinha saído dali tão tarde foi numa das múltiplas comemorações dos 30 anos. Descalça, significativamente bebida, de mini saia e sapatos de salto agulha na mão. Depois de ter perdido o cartão e de o grande amor da escola secundária o ter encontrado. Mal Lois sabia que iriam acabar ali anos e anos de vida boémia. E as mini saias justas com collants transparentes também. Assim como os saltos agulha. Os 30 fodem tudo. Mas vá, ganharam-se outras coisas. Como quilos... E rugas... 
Adiante!

No domingo Lois Lane voltou a sentir-se de volta à adolescência, pois era dia de almoçar fora com a família e apresentou-se cheia de sono e com olheiras até ao umbigo. A única diferença foi a ausência de ressaca, que para esse peditório eu não dou mais. 

Escusado será dizer que ainda não recuperei as horas de sono em falta e que tenho vindo trabalhar um bocado em modo zombie. Mas não me arrependo, porque foi uma noite mega divertida. Sobretudo as partes em que eu ficava de boca aberta a ver as falta de roupa com que a canalha se apresenta agora na noite. Eu aqui em 2018 e elas já em 2045, sem blusa, só em sutiã! Olhai o dinheiro que se poupa. E a trabalheira de pensar o que se vai vestir.

Agora vou ouvir um bocadinho de funk, sentada na secretária, a abanar o pescocito, porque não faço ideia de quanto voltarei a ter coragem de voltar a sair até de madrugada.



Curiosamente o momento em que mais dancei foi quando passaram um hit da noite pra i dos anos 2000. Há 18 anos. 18!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Desgraças de ano novo, que por este andar vai ser igual ao velho!

Olá pessoas!

Então, como vai esse novo ano? Cheinho de resoluções que não pretendem cumprir? Por este lado não, que já se desistiu de promessas que depois nunca vão a lado nenhum. 
No entanto, depois de várias semanas a adiar, ontem lá voltei ao ginásio. E, minha gente, deixem que vos diga: se há coisa pior do que começar a ir ao ginásio, é ir, parar um mês e voltar. Tudo dói hoje. Tudo! E sei que amanhã vai ser pior...
Só fiz uma aula e depois do aquecimento já só queria ir embora. No final, descer as escadas foi um tormento, com medo que uma perna me falhasse eu fosse parar lá abaixo de nariz. 

Daqui a uma semana devo voltar a conseguir andar como uma pessoa normal. Sem fazer esgares de dor e soltar meia dúzia de palavrões de cada vez que tenho de me sentar ou levantar. Ainda por cima a copa da empresa fica no andar de baixo. Agora pensem!

Se não tivesse passado o último mês a encarnar a versão feminina do Homer Simpson e a enfardar comida nos 359 jantares de Natal-passagem-de-ano-ano-novo-ou-qualquer-outra-celebração que tive, agora não estava neste lastimável estado de quase obesidade.
Pronto, se calhar só com mais dois ou três quilos e um fígado totalmente arruinado. Ainda assim, convém caber nos vestidos que comprei nos saldos, que não gosto de desperdiçar dinheiro.




quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Vou só ali morrer e já volto.

Regressar ao trabalho a uma quinta-feira, não só é doloroso, como é parvo. Devia ter metido a semana toda de férias.
Hoje ia tendo uma coisa má quando me levantei. Foram demasiados dias a acordar à hora de almoço.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Mininas, aproximem-se! Estou muito necessitada da Vossa ajuda!

Já todo mundo sabe que mulher sofre. Sobretudo no que diz respeito a cabelos, pneus, pelos e cenas. Pois bem, tenho um problema. Antes fosse um. São vários, mas neste momento é este que me apoquenta e que quero partilhar, na esperança de obter a Vossa ajuda.

Não sei se cheguei a partilhar que durante os tempos que vivi para os lados de Braga me deixei cair nas graças do verniz gel. Aquilo foi uma maravilha! Meio aninho com as unhas sempre impecáveis. Quando tirei o verniz de vez as unhas não estavam muito católicas, mas nada que não tenha recuperado num mês ou dois.

Pois que, lá para o verão, decidi voltar a aplicar o dito cujo. Encontrei uma moça simpática e jeitosa (salvo seja) na terrinha e lá fui eu. Só que, e aqui têm de fazer uma grande pausa na leitura, a moça remove o verniz com uma broca. Ao contrário da de Braga, que o fazia com um removedor de verniz. 

Sucede que, ao fim de dois meses já as minhas unhas pareciam papel e não aguentavam nem mais uma aplicação do que quer que fosse. É que vocês não estão bem a ver o estado em que elas ficaram! Foram precisos muitos meses a fio a usá-las rentes a corta-unhas (nem a lima aguentavam, porque dobravam, de tão finas que estavam) e apenas com verniz endurecedor SOS. 

Entretanto, felizmente, já voltaram ao sítio e eu voltei à boa e velha trabalheira semanal de as pintar com verniz normal. 

Portantos, a minha questão, porque já estou outra vez farta de andar a pintar e a ver o verniz lascar, é: alguma alma caridosa conhece uma moça (ou moço, que eu cá não discrimino ninguém) que aplique verniz gel com jeito e que não o remova à broca ou à lima? No Porto e arredores, naturalmente.

É que eu já corri vários sítios e todo mundo usa a broca. E não me venham cá com coisas que depende do jeito e tal, que a mim não me voltam a arrancar verniz à lixadela. Por maior que seja o jeito, vai sempre um bocado de unha também e, quando se dá por ela, já não há unha.

E sim, eu sei que o removedor também faz mal e que tem químicos, mas é uma opção muito menos violenta para mim.

Portanto, gente da minha terra, por favor, partilhai comigo o Vosso conhecimento de manicuras! E partilhai o meu dilema com as amigas e conhecidas! Antes que eu volte definitivamente a um triste e só verniz transparente...
Deixei escapar, em conversa com alguns colegas de trabalho, que tenho um blog anónimo. Estão neste momento quatro criaturas agarradas ao Google a tentar descobrir qual é!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Já estive mais longe de me fingir de grávida.

Pois que ontem fui comprar as últimas prendas de Natal. Estou despachadíssima e não pretendo voltar a entrar num shopping este ano. Saldos, só online!
Estava eu no Mar Shopping, contente da vida porque nem estava muita gente e eu tinha, finalmente, os assuntos quase todos arrumados, quando a minha mãe me liga e pergunta, com o ar mais inocente do mundo, se lá, por acaso, não tinha uma Primark!
Eu disse que não, isso era no Norte Shopping, que provavelmente estava cheio de pessoas até ao teto e que ela nem pensasse que eu ia lá meter-me. "Ah e tal, precisava de umas pantufas para dar à tia e lá tem sempre umas tão giras...". 

A minha mãe tem o dom de me fazer sentir peso na consciência. Como tal, saí de lá e encaminhei-me para o outro shopping, já a dizer mal da minha vida. Parques cheios, há que ir para a cobertura. Depois de dizer muita asneira, lá consegui encontrar um lugar e corri para a Primark. 
Entrei, fiz gincana entre as pessoas, consegui alcançar a zona das pantufas, escolhi umas e, quando viro costas para correr para a fila, penso: "Oh foda-se". A fila viera até mim! Yap, era gigante. 

Eu já sentir a ansiedade a crescer, o calor a aumentar e só me apetecia fugir dali para fora. Nessa altura, olhei para a minha barriga e juro que me ocorreu fingir-me de grávida em início de carreira. O vestido até era justo, até dava para enganar. 
Mas não, descansem. Aguentei-me, estoicamente, de pantufas na mão, até chegar a minha vez de pagar e fui embora, a prometer a mim mesma, que a minha mãe ia ter de me compensar pelo sacrifício que fiz.